Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 21/06/2020

As doenças são extremamente importantes para a evolução e desenvolvimento científico da espécie humana. Entretanto, quando a mesma envolve situações muito subjetivas, como os distúrbios mentais, a reação torna-se completamente diferente. Mesmo com o primeiro caso registrado em 1909, a ansiedade ainda enfrenta obstáculos para ser combatida na sociedade contemporânea. Dessa forma, é importante ressaltar a responsabilidade do Governo Federal nesse quesito, uma vez que a instabilidade no planejamento econômico aflige a nação brasileira. Além disso, a escassa discussão sobre o tema e rejeição a tratamentos não proporcionam uma visão de avanço no combate.

Como supracitado, a banalização dos problemas psicológicos é recorrente. Conforme o médico Dráuzio Varella, a ansiedade é um sentimento necessário para a racionalização humana, porém, pode ser caracterizada como doença quando em excesso, o que causa desordem no sistema nervoso simpático. Mesmo com a determinação de que é uma doença e com mais de 18 milhões de brasileiros que sofrem, segundo a OMS, essas pessoas ainda não apresentam amparo e segurança. Entre as primeiras razões do desenvolvimento, fornecidas pela OMS, a preocupação e incerteza com o futuro são as campeãs. Com um aumento de 5,2% de desempregados em três meses, consoante ao G1, não há condições para que as pessoas fiquem tranquilas sobre a permanência do seu emprego. Além disso, com a maior taxa de inflação dentre os últimos 5 anos, informada pelo IBGE 2019, os brasileiros não conseguem se programar para que a renda supre os gastos mínimos.

Outrossim, é inquestionável a importância do debate sobre a temática. Conforme o livro “Sociedade do Espetáculo”, cujo tópico aborda a busca pela perfeição durante a vida, a sociedade se cobra o tempo todo por uma aprovação. Desde jovens até aos idosos, a constante luta por aceitação prejudica o rendimento e a saúde mental. Com mais de 10% dos adolescentes afetados, segundo a Revista Galileu, a grande maioria não sabe com quem dividir os seus sentimentos, ou como buscar ajuda. Da mesma maneira, mais de 87% de todos os diagnosticados, informação da EBC, nunca procuraram um recurso de tratamento por medo de ser julgado, ou seja, piorando o quadro da enfermidade.

Nesse contexto, medidas são necessárias para amenizar o impasse. Não haverá melhoras caso o Governo Federal, juntamente da Receita Federal, investir em pequenas empresas, por meio do tributo arrecadado das pessoas mais ricas, para que os empregos fiquem mais estabilizados. Ademais, o Ministério da Educação, com auxílio do Ministério da Saúde, deve implementar nos colégios públicos e particulares o atendimento gratuito com psicólogos, por meio de ações voluntárias, com o objetivo de diminuir a cobranças nos jovens, o que gera uma sociedade futura com menores preocupações.