Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 17/02/2022

Em 1988, representantes do povo -reunidos em Assembleia Nacional Constituinte- instituíram um Estado democrático a fim de assegurar a saúde como valor supremo de uma sociedade fraterna. Todavia, a saúde se encontra em crise, porque o índice alarmante de brasileiros que vivem com transtorno de ansiedade é crescente, em especial no que concerne à pressão social e ao preconceito enraizado.

Nesse cenário, a sociedade cria expectativas irreais de padrão de vida. Sob esta ótica iminente, o Pai da Psicanálise Freud argumenta, em sua teoria da “Cultura do Sucesso”, que os indivíduos buscam éxito em todas as tarefas que se propõe a fazer. Nessa lógica, a busca desenfreada por sucesso, como denunciada por Freud, geram frustação e pressão psicológica, o que aumenta a instabilidade emocional e os índices de ansiedade no país.

Outrossim, enquanto o preconceito aos transtornos se mantiver, o Brasil será obrigado a conviver com seus cruéis sintomas. Consoante a isso, o médico Phillippe Pinel foi pioneiro no tratamento clínicos de pacientes com transtornos psicológicos. De maneira análoga, embora os tratamentos tenham evoluído para propiciar uma melhora na qualidade de vida dos desses pacientes, a sociedade ignora essa situação e não cuida dos transtornos, com o risco de aumentar o descontrole e piorar o quadro.

Combater e cuidar do número de casos de ansiedade é, portanto, essencial para solucionar a crise de saúde no país. É contraditório que, em um Estado no qual a saúde é vista como valor supremo, o tratamento ao transtorno de ansiedade seja diminuído e negligenciado.