Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 22/06/2020

A ansiedade é considerada uma patologia pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e é definida como uma doença psicológica que causa uma desordem no sistema nervoso simpático onde libera uma quantidade de hormônios de stress, causando insônia, alterações das emoções, tristeza, perda da imunidade, entre outras. Segundo esse mesmo órgão, 35% da população mundial sofre com essa doença, onde nessa porcentagem, o Brasil está junto com os Estados Unidos liderando esse índice feito com base na venda de medicamentos para tratar esse tipo de distúrbio.

Segundo Daniel Barros, professor/psiquiatra da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), concluiu que todos os pacientes que procuravam o hospital universitário em conjunto com outros hospitais em São Paulo, aumentaram muito no século XXI, onde as causas são: insegurança no futuro, oscilações políticas, problemas econômicos, violência urbana, onde as pessoas vivem com receio de que aconteça algo ruim, principalmente nos dias atuais com essa pandemia assustadora e também o isolamento social em que a incerteza toma conta das famílias, faz com que o indivíduo projete o futuro de forma negativa, dando espaço ao desenvolvimento dos estágios da ansiedade.

Portanto, visando uma sociedade menos ansiosa, é necessário que certas medidas sejam tomadas. Cabe ao Ministério da Saúde, da Educação e dos Municípios criarem programas imediatos de combate à ansiedade com palestras e atendimento com especialistas em escolas e postos de saúde. Campanhas informando à população sobre os sintomas da ansiedade, praticar atividades físicas e controlar a respiração nas horas de crise para que apresentem efeitos positivos sobre essa doença tão silenciosa e melhorem a vida dessas pessoas.

Segundo Bernard Shaw, dramaturgo irlandês, “a ansiedade e o medo envenenam o corpo e o espírito”.