Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 03/07/2020
Durante inúmeros anos a sociedade julgou, de maneira equivocada, transtornos mentais como deficiências, de modo que, pacientes era submetidos à tratamentos violentos e ineficazes, além de ser considerado algo vergonhoso e que deveria ser escondido. No entanto, estudos apontam que doenças mentais, assim como físicas, são passíveis de tratamentos e cura. Nesse sentido, se destaca a ansiedade como umas das mais registradas dentre a população brasileira, sendo esta desencadeada por diversos fatores, e devido a carga histórica, ainda associada a um tabu social.
Assim como diversas doenças de caráter físico, transtornos psicológicos podem apresentar relações genéticas, ou seja, algumas pessoas podem nascer com pré-disposição a desencadeá-los. Desse modo, fatores congênitos associados à traumas e acontecimentos marcantes, danificam a saúde mental, de maneira que, acarretam ansiedade. Nessa perspectiva, vítimas de bullying, estupro ou agressões, enfrentam tal trauma, e por conseguinte expressam reações, em curto ou longo prazo, adoecendo mentalmente. Destarte, o líder pacifista indiano, Mahatma Gandhi, alega que doenças são resultados não só dos atos, mas também dos pensamentos, dessa maneira, julga-se que pensamentos aglutinados ao estado emocional quando apresentam resultado negativo, inegavelmente carecem de tratamento.
Ademais, de forma a considerar o contexto histórico em que se insere, a ansiedade e demais doenças de cunho psicológico, ao acompanharem evoluções científicas e medicinais, foram intituladas, pelo senso comum, distúrbios de baixa relevância, ou até mesmo ridicularizadas. Com isso, inúmeras pessoas acometidas por tais problemáticas, recusam consultas com especialistas, bem como tratamento. Por outro lado, uma pesquisa do instituto Market Analysis, revelou que apenas 2% dos adultos dos principais centros urbanos do Brasil fazem psicoterapia, de modo a consolidar a baixa prioridade em que a sociedade classifica o bem-estar emocional, bem como suas problemáticas.
Assim sendo, por ser um problema atual e em crescimento, torna-se necessária a execução de ações em prol da redução da atual taxa de pessoas mentalmente enfermas, sobretudo relacionadas à ansiedade. Portanto, faz-se indispensável o apoio financeiro do Governo, bem como do Ministério da Saúde, na tarefa de possibilitar atendimento emocional à população, por meio da disponibilização de profissionais capacitados em unidades de saúde, primordialmente às classes sociais que não têm condições de arcar com os custos de consultas particulares, como também por intermédio da exigência de que escolas disponham de acompanhamento psicológico aos estudantes, através de verbas destinas a isso, para que, dessa maneira, tenha-se uma sociedade emocionalmente saudável.