Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 20/06/2020
Consoante aos dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) , o Brasil é o país com maior população ansiosa do mundo. As causas desse problema são múltiplas. No Brasil, as razões normalmente se relacionam ao alto nível de violência; constante crise econômica; alta taxa de desemprego; corrupções e grande incerteza em relação ao futuro. A relativa dificuldade em encontrar a real causa da ansiedade e a persistência de tabus em relação ao tratamento são fatores que dificultam o combate a essa epidemia contemporânea.
De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV), esse é um distúrbio que se caracteriza pela preocupação excessiva ou expectativa apreensiva. Pessoas que sofrem de ansiedade são receitadas na maioria das vezes remédios para combater essa doença, porém muitos tem medo de ao tomar os remédios prescritos acabar viciado, débil ou engordar. Existe também alguns adultos e pessoas mais velhas que receberam o diagnóstico de ansiedade, e não fazem um acompanhamento profissional , pois pensam ser besteira e/ou frescura, fazendo com que continuem ansiosos.
O uso em excesso de celulares, redes sociais, jogos, o bullying que vem crescendo cada vez mais na sociedade, a grande quantidade de informações, cobranças dos pais, na escola ou no emprego, a necessidade de ser cada vez mais produtivo, rotina de estresse, a sobrecarga de afazeres e atividades, traumas, entre outros, são fatores que contribuem para o aumento da ansiedade em pessoas de todas as idades nos dias atuais. Estudos também mostram que fatores genéticos, hormonais, qualidade de vida e alimentação, estão relacionados ao desenvolvimento de transtornos de ansiedade.
Portanto, para que as pessoas que sofrem com esse problema possam melhorar ou equilibrar seus níveis de ansiedade e terem uma qualidade de vida emocional e mental, elas precisam : procurar ajuda médica ( psicólogos e psiquiatras, por exemplo ), colocar pelo menos um psicólogo infantil em cada escola, para que possa ajudar jovens e crianças que sofrem de ansiedade, também realizar criação de clínicas psiquiátricas públicas, garantindo o acesso a esses profissionais por parte da população de baixa renda e deve-se incentivar o uso de medicação de forma controlada e com acompanhamento médico.