Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 08/10/2020
Na obra “utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que os desafios no combate à ansiedade dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da ausência de atuação das autoridades quanto do receio em relação a uso de medicamentos.
Precipuamente, é fulcral pontuar que os obstáculos do combate á ansiedade derivam da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne a criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido á falta de atuação das autoridades, tribulações, tais como: violência, crise econômica, desemprego, corrupção e má qualidade dos serviços públicos; tendem a gerar um impacto sobre a saúde mental, acarretando diversos transtornos de ansiedade. Desse modo, faz se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), 9,3% da população Brasileira, convivem com o transtorno da ansiedade. Ademais, é imperativo ressaltar os receios do uso de medicamentos como promotor do problema, de modo que, a falsa ideologia de que o uso contínuo vícia, deixa impotente e entre outras variáveis exercedoras de pressão sobre a mente humana, torna-se menor a procura pela ajuda de profissionais da área. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a falta de informação contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a ausência de medidas das autoridades e a falta de informações sobre uso de medicamentos e afins, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do governo, será revertido em campanhas ministradas por psicólogos e publicitários, através da internet e televisão, a fim de promover ajuda as pessoas que sofrem de ansiedade, incentivando a procura por profissionais e desmistificando o uso dos remédios. Desse modo, atenua-se-á, em médio e, longo prazo, o impacto nocivo da ansiedade, e a coletividade alcançará a Utopia de More.