Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 20/06/2020

O Brasil lidera o ranking que reúne os países com as maiores taxas de distúrbio relacionados à ansiedade, segundo dados do IHME (Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde). A ocorrência da doença se apresenta em um surto ao longo do século XXI. Dois importantes fatores que contribuem para isso são como vivemos na  sociedade moderna e como são realizados os diagnósticos nos pacientes.

Em primeira análise, é importante observar o ambiente onde se inserem aqueles que sofrem do distúrbio. É inegável que a acessibilidade da informação foi imensamente ampliada e facilitada com o avanço da tecnologia. Uma das consequências foi a possibilidade de estar conectado com o mundo o tempo inteiro, que de forma exagerada pode causar muitos danos. As relações sociais podem ser afetadas, ou em casos mais sérios uma sobrecarga no sistema cognitivo que pode gerar exaustão ou ansiedade.

Ademais, é de suma importância um diagnóstico eficaz para o paciente. O distúrbio causa além de prejuízos mentais, prejuízos físicos e para que haja um tratamento é necessário o reconhecimento dos sintomas. Ignorar os sintomas pode causar consequências como agravamento da doença, porém classificá-los erroneamente também causa danos, já que o consumo de medicação inadequada é extremamente perigoso.

Portanto, para superar os desafios do combate à ansiedade na sociedade contemporânea são necessárias ações imediatas. A OMS (Organização Mundial da Saúde) deve, em parceria com os governos de cada país,  dar maior destaque para a identificação da ansiedade por meio de propagandas e campanhas a fim de instruir a população sobre os perigos e a gravidade da doença que tem se espalhado globalmente. Apenas por meio do conhecimento será possível melhorar a qualidade de vida de todo cidadão.