Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 22/06/2020

Uma pesquisa realizada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), revelou que o Brasil é o país que mais apresenta pessoas com ansiedade no mundo. Classificado como o “mal do século”, a ansiedade é resultado da combinação de vários fatores emocionais, entre eles; traumas do passado, doenças hormonais, doenças físicas e abuso de drogas. Os sintomas ligados à ansiedade se manifestam na fala acelerada, insônia, no desejo por mudança de padrões, melhor visualização na sociedade, entre muitos outros.

Em primeiro lugar, cabe mencionar que no século atual, padrões de beleza e status sociais são impostos na sociedade, como regra de escalonamento de valores e prestígio social. Nesta esteira, algumas pessoas ao se identificarem longe destes estereótipos, correm atrás de um padrão tão cobiçado, capaz de criar um quadro de ansiedade severo. Um estudo divulgado do DASS-21 ((Depression, Anxiety and Stress Scale), teste que mede os níveis de depressão, ansiedade e estresse, disponível no site da Vittude, revelou que 86% dos entrevistados apresentaram algum quadro de ansiedade.

Em segundo plano, vale ressaltar que o uso exacerbado da tecnologia e a alta carga horária de trabalho, servem como uma espécie de alavanca da ansiedade. Tais fatores, podem acabar gerando transtornos mais avançados, saindo do quadro de ansiedade natural para tornar-se crônica.   Por conseguinte, urge a necessidade da criação de campanhas publicitárias pelo governo federal para indicar medidas simples que auxiliam no controle da ansiedade. Como regra, a prática regular de exercícios, adoção de hábitos alimentares saudáveis, aumentar o tempo de sono, desligar as redes sociais no horário do descanso noturno, são pequenas decisões que combatem com bons resultados o mal da ansiedade. No âmbito corretivo, o poder público deve encarar esses números como problema de saúde pública e fornecer um acompanhamento psicológico para as famílias carentes.