Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 15/07/2020
O livro “Super cérebro” de Deepak e Rudolph revela como o corpo atua em momentos de ansiedade. Hodiernamente, os percalços para combater à ansiedade representa um grande desafio para a saúde pública, dado que, há um desconhecimento da nocividade desse distúrbio para a qualidade de vida do indivíduo, ocasinando em uma forte resistência em buscar ajuda especializada, adjunto a isso, a dificuldade de adotar hábitos saudável que amenizam o transtorno.
Apriori, consoante o Sistema Unificado de Saúde(SUS), a saúde é um direito de todos e cabe ao Estado assegurá-lo. Todavia tal prerrogativa legal não tem se reverberado com ênfase na prática, uma vez que, conforme a Organização Mundial de Saúde(OMS) o Brasil é o país com maior taxa de pessoas com transtorno de ansiedade. Assim, evidencia-se que um dos principais impecilhos para cercear esse problema deve-se a pouca políticas públicas para a divulgação de informações sobre tal tema, criando um terreno fértil para preconceitos e resistência em buscar ajuda psicológica, pois acreditam que esse tipo de profissional é para " gente maluca’’. Assim, tal pensamento dificulta a dissolução desse quadro.
Ademais, segundo o escritor da obra literária supracitada, um estilo de vida saudável, com atividade física, meditação, seguir uma alimentação saudável, dormir bem e evitar uso de substâncias tóxicas, contribui positivamanete para aliviar a ansiedade, posto que é preciso ter uma relação entre mente-corpo, pois práticas isoladas podem não garantir resultado. Entretanto, por vezes há uma resistência para o paciente em atuar de tal forma, por razões de indisposição, pouca informação ou alega não ter tempo . Logo, esse comportamento pode agravar intensamente a ansiedade, desencadeando em depressão, sindrome do pânico e até comportamentos suicídas, o que impacta diretamente na diminuição da qualidade de vida dessa pessoa.
Portanto, com o intuito de diminuir a taxa de pessoas ansiosas no Brasil, urge que o Ministério da Saúde crie programas gratuitos que disponibilize especialistas para tratar desse transtorno por meio de atendimento via internet, assim alcançará um maior número de pessoas. Também faz-se imperioso campanhas publicitárias através dos meios de comunicação, como televisão, rádio e redes sociais, que evidencie a importância de hábitos saudáveis para a saúde física e pisicológica, com objetivo de garantir a prevenção. Desse modo, o brasileiro terá sua qualidade de vida estabelecida de maneira equilibrada.