Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 07/07/2020

A ansiedade, tensão ou desconforto derivado da antecipação de perigo, é um dos principais objetos de estudo da psicologia moderna. Entretanto, apesar de ser amplamente estudado, combater níveis essa doença na população contemporânea tem se tornado um desafio. Nesse contexto, torna-se necessário analisar aspectos socioeconômicos, bem como culturais da sociedade moderna que influenciam nessa problemática.

Em primeira instância, é fundamental analisar características sociais e econômicas da sociedade capitalista vigente. Na música Cotidiano, Chico Buarque sintetiza o sentimento de impotência de um indivíduo perante a impossibilidade de se libertar de uma rotina imposta pela sociedade. De maneira análoga, as metas e padrões impostos pelo sistema econômico predominante, o capitalismo, cria um sentimento de angústia na população e o medo generalizado de não alcança-los culmina em quadros de ansiedade, tornando essa doença cada vez mais comum no mundo.

Outrossim, convém salientar como aspectos culturais criados pelo avanço de tecnologias da informação interferem nesse assunto. No final da década de 1990, a internet popularizou-se pelo mundo e democratizou o acesso a informação. Contudo, como aspecto negativo, essa democratização facilitou a proliferação de virtudes e crenças sem embasamento científico. Nesse viés, a crença de que a ansiedade é inofensiva ou que não necessita de tratamento especializado são amplamente aceitas no âmbito digital, agravando ainda mais o desafio do combate a ansiedade.

É possível afirmar, portanto, que medidas precisam ser tomadas para resolver esse problema. Desse modo, é imprescindível que a escola promova oficinas interdisciplinares, por meio do trabalho com os professores de filosofia e sociologia, que abordem a importância de cultivar metas e sonhos próprios, bem como de analisar o embasamento científico daquilo que se lê na internet, a fim de que os alunos se conscientizem, apurem seu pensamento crítico e se tornem cidadãos conscientes.