Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 02/07/2020

O tabu e indecência gerada pela sociedade e pelo governo em questão da ansiedade, faz com que, lamentavelmente, os portadores dessa doença tenham vergonha de falar abertamente sobre esse assunto. Nesse sentido, é necessário analisar as causas, tais como a ausência de políticas públicas de saúde de enfrentamento ao problema como o preconceito social contra pessoas ansiosas, a fim de esvaecer-se, com urgência, seus efeitos maléficos.

Primeiramente, é válido verificar os efeitos dos estereótipos presentes na sociedade contra pessoas acometidas por essa doença como outro agente influenciador da problemática. Nesse contexto, analisando a frase do cientista contemporâneo Albert Einstein: “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”, apresenta de forma análoga com o tema, a dificuldade de se combater os preconceitos já enraizados na sociedade, os quais se materializam na atitude de boa parte da população que não compreende a gravidade dessa situação causada pela ansiedade.

Além disso, segundo dados fornecidos pelo Ministério da Saúde revelam que apenas 10% dos recursos destinados para as secretarias municipais são direcionados para a área da saúde mental em unidades básicas. Portanto, vale ressaltar que a falta de estratégias estatais no sistema público de saúde voltadas para o atendimento de pessoas que sofrem de ansiedade contribui para a perpetuação desse quadro degradante.

Em suma, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil encontra-se em primeiro lugar no ranking mundial dos países que mais apresentam portadores da ansiedade, logo, torna-se mais evidente ainda que medidas governamentais e sociais devem ser tomadas.

Desse modo, conclui-se que cabe ao Governo Federal, em conjunto com o Ministério da Saúde, criar um Projeto de Lei que garanta a criação de um programa institucional de combate às crises de ansiedade que acometam boa parte da população brasileira. Tal programa teria sua atuação por meio da contratação de especialistas, como por exemplo psicólogos, e se instalaria nos postos de saúde de cada município e também como forma de campanhas pelos meios de comunicação para que cada vez mais a população tome conhecimento da gravidade que é esta doença. Além disso, seria necessário o aumento dos investimentos direcionados para a área da saúde mental em unidades básicas. Para que, consequentemente, o tabu seja exonerado aos poucos da sociedade e as condições do sistema de saúde ao combate da ansiedade tenham uma alta em sua qualidade, fazendo com que, gradativamente a saúde mental dos brasileiros fique melhor.