Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 02/07/2020

Em tempos líquidos, a crise de confiança traz consequências para os vínculos que são construídos. Estamos em rede, mas isolados dentro de uma estrutura que nos protege e, ao mesmo tempo, nos expõe. O sociólogo polonês Zygmunt Bauman, em seu livro Medo líquido, diz que estamos fragilizando nossas relações e, diante disso, nos contatamos inúmeras vezes, seja qual for a ferramenta digital que usamos, acreditando que a quantidade vai superar a qualidade que gostaríamos de ter. Sendo assim pode se entender que um dos principais fatores para que a ansiedade impere tanto na modernidade é a sociedade imediatista, que munida com tecnologia e o bombardeio de noticias em tempo real se sente cada vez mais insegura e ansiosa.

Em primeira análise o fator que explica o poder da ansiedade na contemporaneidade é a sociedade  que tem o sentido da vida baseado em ‘‘felicidades’’ vazias, como já dizia o filósofo Pondé “É complicado não ser ansioso em um mundo em que somos cobrados a todo instante. Em que há um chamado contínuo dizendo que devemos ser felizes o tempo todo, dar resultados e equilibrar todas as áreas da sua vida, trabalho, sucesso, amor, sexo, futuro, filhos, cachorros, férias…”.

Em complacência à Bauman,  o estudo  publicado no Canadian Journal of Psychiatry, aponta que o ato de passar muito tempo em frente às telas está relacionado a um crescimento da ansiedade em jovens, os cientistas descobriram que, quando os adolescentes aumentavam em uma hora o tempo médio gasto mexendo nas redes sociais no celular, usando o computador ou vendo vendo TV, começavam a relatar mais quadros de ansiedade.

Concluímos então que a ansiedade é resultado da sociedade imediatista,  pela cobrança da felicidade latente e a tecnologia, a fim de diminuir os indicies de ansiedade o estado precisa contratar terapeutas e psicólogos nas instituições de ensino, aumentando a verba para educação, para propagar a quebra da ilusão de falsa felicidade.