Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 02/07/2020

A ansiedade como uma doença relacionada ao estilo de vida atual

Segundo a ética aristotélica, o ser humano é voltado para a busca constante da felicidade e do bem-estar, que pode ser inviabilizado pela presença de transtornos psicológicos comuns, como a ansiedade, a qual afeta a qualidade de vida e pode ocasionar problemas mais profundos. Essa, recebe grande influência do mundo globalizado, dos preconceitos e excessos, que devem ser combatidos e regularizados.

No Brasil ainda reside o preconceito contra doenças de cunho mental e consultas com profissionais como psiquiátras são sinônimas de loucura. Esse pensamento geral e intrínseco interfere no sucesso de tratamentos e, inclusive, no uso de medicamentos conforme a prescrição. É um processo que pode ser relacionado ao mito de Sísifo, em que ele rolava uma rocha incessantemente ao topo de uma montanha sem êxito, assim como os profissionais de saúde no combate aos julgamentos enraizados.

Pelos conceitos de Zygmunt Bauman, a modernidade líquida é relativa à rapidez em que ocorrem as relações sociais, influenciadas pela era informacional, a  qual faz com que a população seja bombardeada pela comunicação inexoravelmente, evidenciando uma reação de pressão por conviver com as informações aceleradas e excessivas, de modo que não está preparada para absorver tanto conteúdo. Assim ocorre com fatores externos como o aumento do desemprego, e questões políticas, dando sequência a alguns desequilíbrios, o que justifica de certa forma, o Brasil liderando como país com mais casos de ansiedade no mundo.

Portanto, o Ministério da Saúde deve elaborar campanhas para desmitificar os preconceitos relacionados aos canais de tratamento desse âmbito patológico. A sociedade no geral, bem como a família, também deve exercer o papel de disciplinar crianças e adolescentes, além de controlar seu próprio uso individual de aparelhos de comunicação, a fim de evitar os excessos e diminuir a pressão advinda da efemeridade das relações fluidas contemporâneas.