Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 02/07/2020

Segundo o psicanalista Sigmund Freud, os seres humanos são feitos de carne, mas são obrigados a viver como se fossem de ferro. Relacionando isso à esfera social brasileira, pode-se inferir que a pressão da sociedade exercida sobre seus indíviduos e a negligência governamental são os desafios no combate à ansiedade. Assim, mostra-se imprescindível a discussão dessas problématicas.

Em primeiro plano, incertezas sobre a instabilidade econômica no país influenciam na saúde mental dos cidadãos. De acordo com dados da Previdência Social, 30% das pessoas apontam a fragilidade financeira como uma das maiores causas de transtorno de ansiedade generalizado. Visto isso, pode-se afirmar que a pressão social gera danos permanentes e irreversíveis, impactando diretamente no bem-estar mental.

Em segundo plano, após a Guerra Fria, o fortalecimento do capitalismo acarretou o início do processo de globalização. Como resultado informações fraudulentas se tornaram disseminadas mais rapidamente. Por consequência, houve o ínicio de novos tabus e mitos, um deles é a resistência em tratar da saúde mental, por ser vista como desnecessária. Evidentemente, esse fato ocorre devido à falta de medidas efetivas dos poderes públicos  evidenciando a importância de ser estável mentalmente para a população.

Logo, torna-se necessário que o Ministério da Saúde planeje palestras educacionais focadas em transtornos mentais, com a participação de psicólogos e psiquiatras sanando as maiores dúvidas do público. Além disso, uma ampla divulgação da mídia em meios de comunicação, tal como a internet, o rádio e a TV, tendo como intuito a normalização da procura por especialistas da área, resultando em um maior número de pessoas buscando ajuda, caso seja necessária. E somente assim as dificuldades da luta contra à ansiedade serão atenuadas, havendo a desconstrução da obrigação ao ser humano de viver como se fosse de ferro, como disse Freud.