Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 03/07/2020

O grito, pintura expressionista do artista Edvard Munch, é uma das representações mais fiéis do desespero e da angústia humana. Ela é símbolo de um dos problemas de saúde mais presentes no mundo, a ansiedade. Tal doença tornou-se comum na vida contemporânea e isso se deve graças aos exageros do mundo da informação e da sujeição das pessoas a ele.

A priori, é preciso destacar que vive-se numa época marcada pela fácil circulação de informação e pelo grande volume dela. Então as pessoas são constantemente bombardeadas por uma gama de  informações que muitas vezes não refletirão em resultados positivos em suas vidas. Bem como expôs o sociólogo Bauman, em seus estudos sobre a modernidade,  essa é uma Era caracterizada pela alta quantidade e circulação de informações, algo que é novo ao cérebro humano que, portanto não está preparado para lidar com tal cenário. Logo, vê-se que deixar a mente humana a mercê de tanta informação não será útil, pois isso está além de suas capacidades, gerando panes como ansiedade e estresse.

Outrossim, a questão acima tratada é agravada pela sujeição humana ao meio estressante que se tornou a modernidade. Em contraponto a filosofia estoica que propunha ao homem se livrar da alienação do meio externo, se tornando independente  e desenvolvendo sua paz interior, o homem moderno é engolido por ele , desenvolvendo toda gama de problemas psicológicos em resposta a tal cenário.

Diante dos fatos acima apresentados, é de total importância adotar medidas que combatam a ansiedade. Isso poderia ser feito pelo Ministério da Educação, por maio de palestras no ambiente escolar que viessem a auxiliar no uso maneirado e consciente das redes sociais e mídias de comunicação, com o fim de evitar que jovens sejam sobrecarregados pelo crescente número de informações nesse meio.  O Ministério da Saúde, em parceria com a mídia, poderia veicular campanhas em favor da saúde mental, com profissionais da psiquiatria e psicologia que dessem auxílio no desenvolvimento de estratégias para desenvolver resiliência e resignação em momentos de crise, para assim,  as pessoas desenvolverem mecanismos de defesa para poderem enfrentar o estresse oriundo da modernidade. Assim as pessoas saberiam preservar sua saúde mental, tendo em mão estratégias necessárias para tal fim.