Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 10/07/2020
Na obra “Utopia”, no escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea apresentam barreiras, as quais dificulta a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto de pressões sociais, quanto de consequências na saúde psicológica e física. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a ansiedade deriva de baixa atuação dos setores governamentais, no que o concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, os jovens sofrem pressão psicologicamente quando se tratam de assuntos relacionados à expectativa e insegurança em relação ao futuro, muitas vezes são submetidos à constrição sobre decisões importantes. É fundamental ressaltar que a cultura de competitividade e dificuldade com o diferente são gatilhos, como exemplo podemos citar: à competitividade nas escolas, onde os alunos competem entre si mesmos para saber quem é melhor que o outro. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a saúde mental e física como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, antigamente em meados dos séculos XIX e XX, as pessoas tinham problemas de saúde e transtornos mentais, e eram associadas como “anormais”, muitas vezes o tratamento eram radicais em hospícios. Vale ressaltar que esse problema ainda acontece atualmente, como muitas pessoas associam à ansiedade como “frescura” ou “vitimismo” de adolescestes, e isso poderá levar a graves problemas, incluindo transtornos alimentícios e o suicídio. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a saúde psicológica e física contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Por intermédio dos governos estaduais e municipais, que será revertido em mudanças de pensamentos sociais, através de implementação de psicólogos e psicopedagógicos nas escolas para amenizar e erradicar o problema, os governos municipais e estaduais devem entrar no papel de propor o bem-estar para todos. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da ansiedade, e a coletividade alcançará a Utopia de More.