Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 03/07/2020

No início do século XVIII, o iluminismo fixou uma série de ideias cujos diversos princípios são repetidos até em dias atuais. Na época, motivados por valores progressistas, os ativistas do movimento pregaram que uma sociedade apenas avança quando os cidadãos unem-se para resolver o problema de outras parcelas do corpo social. Entretanto, nota-se como a ansiedade na atualidade implica o ideal iluminista outrora formulado: gradativamente, a negligência governamental e a ignorância civil corroboram para o aumento de pessoas ansiosas, causando o entrave.

Convém destacar, primeiramente, que o problema provém, em muito, do descuido político. Na lei, a saúde mental é um direito fundamental do cidadão, previsto na Constituição Federal de 1998, todavia o Poder Executivo não efetiva esse direito. Nessa vertente, Abraham Lincoln no memorável discurso “Cooper Onion”, a política deve agir a favor de todos, logo se verifica que esse conceito encontra-se deturpado no Brasil à medida que o baixo interesse político não apenas afeta pessoas ansiosas, como também reflete no número de pessoas preparadas para lidar com a ansiedade em outros indivíduos, fazendo direitos permanecerem escritos.

De modo consequente, testemunha uma forte poder de influência dessa omissão do Estado na formação socioeducativa da coletividade: ao observar a presença da uma grande defasagem de informação sobre ansiedade por parte das pessoas, a qual costuma tratar isso como uma frescura. lamentavelmente,a existência dessa ignorância é reflexo da valorização de padrões comportamentais criados pelo intelecto coletivo. Para o filósofo Michel Foucault, é necessário mostrar às pessoas que elas são mais livres do que imaginam para quebrar pensamentos errôneos construídos em outros períodos históricos. Assim, uma mudança nos valores sociais será fundamental para transpor as barreiras à procura de tratamentos para ansiedade.

Em síntese, diante dos desafios supracitados, é firme dizer que as convicções iluministas ficaram no passado. Portanto, faz-se mister que o Governo Federal, na imagem do Superministério da Economia, construa instituições especializadas em atendimento de ansiosos, com o objetivo de garantir a saúde mental do cidadão, além de atenuar esse estado psicológico nas pessoas. Ainda assiste ao Ministério da Educação e Cultura, em companhia das mídias digitais e televisas, criar projetos informativos sobre a ansiedade -uma vez que a informação possui uma grande poder transformador- afim de que a sociedade- por conseguinte- conscientize-se. Desse modo, aguarda-se que os direitos constitucionais sejam mais compatíveis com a realidade..