Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 07/07/2020
A ansiedade é crescente na sociedade contemporânea, ocasionando nos pacientes o afastamento e dificuldade no desempenho familiar, na área profissional e social. Ainda que seja de extrema importância, com a dificuldade de detectar e tratar corretamente o transtorno, muitos pacientes abandonam os medicamentos ou não buscam atendimento.
De acordo com a matéria feita pela Saúde Summit, analisando perspectivas que se tinham antes da psicologia, apresenta-se o encarceramento em massa no século XVII. Denominados “loucos”, eram vistos como incapazes de pensar, por esta razão os mantinham isolados. Uma nova perspectiva surgiu com o médico Philippe Pinel em 1793, este apresentou uma faculdade humana capaz de estar saudável e, do contrário, poderia ser tratada, conhecida atualmente como saúde mental.
Em virtude das negligências passadas, a sociedade atual encontra-se com dificuldade para recorrer ao atendimento e diagnóstico médico, “metade de todas as condições de saúde mental começam aos 14 anos de idade, mas a maioria dos casos não é detectada nem tratada” afirma a OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde). Em conformidade com o receio de buscar tratamento, o Brasil alcançou o título de país mais ansioso do mundo. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 18,6 milhões de brasileiros convivem com o transtorno, entretanto, não buscam medicamento pelos efeitos causados outrora por benzodiazepínicos, em contrapartida, em 1990 a fluoxetina surge para os tratamentos mostrando resultados bons e saudáveis.
Com a finalidade de atender devidamente a situação enfrentada tendo em vista a quantidade de ansiosos no país, salienta-se a carência de um órgão governamental exclusivo para atender esta necessidade, com profissionais devidamente capacitados para encarregar-se de seus respectivos estados e cidades, disponibilizando tratamentos e medicação efetiva à população.