Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 09/07/2020

Considerada a doença do século XXI, a ansiedade é uma doença que está cada vez mais frequente na sociedade contemporânea, tornando se mais presente numa era de quebra de paradigmas a respeito do futuro moldado que todos esperam. No entanto, a questão do seu tratamento ainda é um desafio, visto que o tema ainda é um tabu, tendo problemas de acessibilidade ao atendimento e problemas na qualidade de vida.

Sob essa perspectiva, temos, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, o Brasil como sendo o país mais ansioso do mundo, com cerca de 9,3% da população do país, e, como um resultado temos um baixo rendimento das pessoas nas questões da vida, com medos e incertezas constantes. Dessa forma, o que contribui para isso é a questão do tabu social a respeito do tratamento psicológico, tendo estereótipo de “coisa de louco”, e também o preconceito a respeito dos remédios, e, com isso, dificulta o tratamento, por conta de não haver a procura da ajuda psicológica na questão da ansiedade.

Além disso, há também questões como a falta de psicólogos em redes públicas, impossibilitando o acesso a quem não consegue um atendimento privado e o escasso acesso a pessoas com deficiência auditiva, como no artigo Atendimento Psicológico aos Surdos, onde o psicólogo Paulo Gonçalves alerta para as dificuldades de lidar com esses pacientes por conta da falta de profissionais capacitados, principalmente, na Linguagem Brasileira de Sinais. Com isso, a dificuldade na acessibilidade também causa complicações para o combate, visto que sem o acesso adequado as pessoas não conseguem o auxílio que precisam para a recuperação.

Logo, o Ministério  da Saúde deve,em parceria com o Ministério da Educação, criar palestras e projetos escolares ministrados por psicólogos, onde possa ser visto o trabalho a respeito dos atendimentos como algo normal e desmistificado, desde o ambiente escolar até o meio adulto, para que a busca por atendimentos aconteça com maior naturalidade. Também, deve melhorar o investimento na saúde pública, adicionando mais profissionais nas redes públicas e colocando como obrigação a matéria de LIBRAS na base nacional comum curricular e nas faculdades de psicologia, para amplificar o acesso aos tratamentos psicológicos e garantir o acompanhamento no tratamento da ansiedade.