Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 09/07/2020

A ideia de que o homem é soberano sobre seu próprio corpo e mente, dita pelo filósofo John Stuart Mill, transmite uma ideia equivocada sobre o atual cenário psíquico da população brasileira. Entretanto, os transtornos psicológicos, ansiedade, estão cada vez mais presentes na vida dos indivíduos. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios sejam encontrados afim de resolver a inercial do problema.

Entretanto, de acordo com a OMS, nos últimos 15 anos houve um aumento expressivo na frequência de transtornos relacionados a este sintoma em todo o mundo, com o Brasil na liderança do ranking. Contudo, viver uma preocupação frequente e demasiada com as diversas situações do cotidiano que enfrentamos em nossa vida, acompanhada de estresse e tensões contínuas, traz consequências terríveis para o nosso bem-estar e a nossa rotina, com sintomas variados de acordo com as particularidades de cada indivíduo.

Além disso, um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Swinburne, na Austrália, indicou que a solidão pode causar sérios prejuízos à nossa saúde mental, levando ao desenvolvimento de transtornos como ansiedade social, depressão e paranoia, e também, relações sociais podem ser fonte de preocupações e estresse. Como exemplo, os seguintes exercedores de pressão sobre a mente humana podem ser o uso de smartphones, as redes sociais, o excesso de informações, o crescimento do bullying na sociedade, e vários outros.

Por conseguinte, a frase do psicanalista, Erich Fromm " Somos uma sociedade de pessoas com notória infelicidade: solidão, ansiedade, depressão, destruição, dependência; pessoas que ficam felizes quando matam o tempo que foi tão difícil conquistar. " ao grande desafio de educar adequadamente e de inserir na sociedade, analisando os reais motivos da precária inercial do problema e também a sua inserção na sociedade. Em decorrência, os dados globais mais recentes colocam o país como o líder, com a maior taxa de portadores de distúrbios relacionados à ansiedade no mundo.

Portanto, o Governo deve aumentar a distribuição de remédios destinados aos ansiosos, dito que segundo o Ministério da Saúde apenas 10% dos recursos são para a saúde mental, um absurdo se pensar que o país é líder mundial em população que sofre de ansiedade. O aumento da distribuição deve vir por meio de investimentos na área da saúde mental e pesquisas devem ser feitas  para ajudar a sociedade com esse problema, assim diminuindo esse distúrbio tão maléfico as pessoas e ao país.