Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 11/07/2020
No reino animal, fugir de uma situação perigosa, como um ataque de um leão à gazela, gera nos bichos a reação de alerta, causado pela ansiedade. Também presente na vida dos seres humanos, essa inquietação, associada aos estilos de vida pessoais, problematiza a saúde mental da humanidade, que encontra-se, em boa parte do mundo, em desequilíbrio. Por isso, percebe-se explicitamente os desafios para combater esse mal do século.
Primeiramente, a ansiedade é o resultado natural do corpo humano, que reage aos estímulos para evitar situações de ameaças futuras. Porém, os indivíduos constantemente usam esse artifício que influencia situações de desespero no dia a dia, seja no trabalho ou em casa. O excesso dessas aflições causa estresse, fobias e até casos como hipertensão arterial. Ademais, muitas pessoas também não externalizam os problemas emocionais, por acreditarem ser um sinal de fraqueza, reprimem assim o controle da situação.
Além disso, observa-se a persistência desse mal na sociedade, principalmente na comunidade brasileira, visto que o Brasil, por ser conhecido como um país de pessoas alegres, deixa o legado e lidera a posição de pessoas mais ansiosas do mundo, de acordo com dados da OMS (organização Mundial da Saúde). Isso é apenas o reflexo da situação de vida dos indivíduos que, aflitos com o futuro, crise econômica, violência e má qualidade dos serviços públicos, permanecem no estado de alerta. Além disso, a desinformação dos cidadãos, por parte dos governantes, deixa a população a mercê das mazelas sociais, criando assim um ciclo vicioso.
Portanto, há no mundo um contingente populacional que sofre diariamente com a ansiedade. Por isso, assim como Platão afirma que questões emocionais são um problema filosófico, o primeiro passo para resolver as inquietudes emocionais, principalmente no Brasil, é que o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde atuem em conjunto para solucionar o problema. Em síntese, as entidades públicas devem adicionar o assunto sobre ansiedade no ensino de filosofia, nas instituições de ensino, e também conscientizando a população, pelos canais televisivos e por palestras, sobre tratamentos, formas de prevenção da doença e também reafirmando os direitos dos cidadãos. Outrossim, é fundamental, na hora do voto, escolher candidatos compromissados em garantir os direitos da sociedade. Então, a população se tornará crítica e mudará o comportamento ansioso.