Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 11/07/2020
A sociedade moderna tem experimentado os efeitos do que os historiadores chamam de Quarta Revolução Industrial, a tecnológica. Nesse contexto, de profundas transformações, a população de diferentes países ao redor do globo tem sofrido constantemente com distúrbios, dentre os quais, os de ansiedade. Diante disso, os maiores desafios para combater tais enfermidades estão relacionados à necessidade de criação de políticas públicas e à capacitação de profissionais da área da saúde.
Em primeira análise, ressalta-se que a falta de qualidade das políticas públicas existentes, ou a ausência delas, é uma importante barreira para combater a ansiedade na sociedade contemporânea. Nesse sentido, um povo que não tem garantidas as condições de manutenção de mente e corpo saudáveis, que não se sente seguro para usufruir os direitos de ir e vir e que não possui acesso à educação, dificilmente terá boa qualidade de vida e, em última instância, adoecerá física e mentalmente.
Outro desafio para reduzir a ansiedade está ligado ao preparo dos profissionais de saúde para lidar com esses transtornos. Nesse cenário, é urgente a capacitação técnica de médicos, enfermeiros e psicólogos em torno do combate a essa enfermidade. Embora possam parecer mais necessárias em países subdesenvolvidos ou naqueles em desenvolvimento, como por exemplo no Brasil, em que, segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 10% da população é ansiosa, essas medidas também precisam ser adotadas em países desenvolvidos.
Diante da problemática debatida, ações devem ser executadas para a redução do número de casos de transtorno de ansiedade na sociedade contemporânea. Para tanto, o governo e os conselhos profissionais da área da saúde, principais agentes de transformação das demandas da sociedade em torno do tema, devem criar, por meio da instituição de políticas públicas efetivas, e do fortalecimento das já existentes, condições dignas de acesso às áreas de saúde, educação, segurança e lazer. Somente dessa maneira, as pessoas poderão usufruir a cidadania plena.