Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 12/07/2020
Anteu, um gigante da mitologia, filho de Netuno e da Terra, mas que para ser morto precisou ser asfixiado no ar, já que, ao tocar o chão, suas forças renasciam. A isso se assemelha a ansiedade, que, conforme pesquisas, sempre estará alojado no corpo das vítimas, mesmo que de forma inativa, podendo reaparecer a qualquer momento. Assim, pode-se afirmar que as altas taxas de estresse, em conjunto com a resistência à procura por ajuda médica contribuem significativamente para o aumento da ansiedade na sociedade contemporânea.
Em primeiro plano, os altos índices de estresse causados por pressão no trabalho, problemas familiares, entre outros, são fatores agravantes para o surgimento desse transtorno psicológico. De acordo com dados do site G1, em 2010, os brasileiros foram considerados a nação mais estressada do mundo, todavia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que em 2019, o país recebeu o título de maiores índices de ansiedade, o que comprova a relação entre os dois distúrbios. Nesse sentido, nota-se a urgente necessidade de se abaixar os níveis de estresse em todo o mundo.
Ademais, a resistência pela busca por ajuda médica dificulta de forma absurda o combate à ansiedade. Ao utilizar o pensamento do físico alemão Albert Einstein de que é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito, depreende-se que, apesar de difícil, é possível e necessária a quebra de paradigmas. As ideias de que ansiedade é apenas um vitimismo, e ainda que psiquiatras são médicos de pessoas desajuizadas, apesar de absurdas, estão presentes na sociedade e precisam urgentemente serem quebradas para o bem social.
Sendo assim, fazem-se necessárias ações governamentais de combate à ansiedade. A princípio, a OMS deveria, através de um acordo com os países, tornar obrigatória a realização de sessões de ginástica laboral nos trabalhos e nas escolas, para que assim, diminua-se a taxa de estresse das pessoas, e, consequentemente, os índices de ansiedade. Além disso, seria de função dos chefes de estado de cada país, por meio de uma política pública, instituir a presença de psicólogos e psiquiatras nas escolas, incentivando os alunos a os procurar conforme a necessidade, visando, dessa forma, sobrepor a resistência por ajuda médica desde a infância. Dessa maneira, as forças da ansiedade dificilmente retornarão com suas forças renascidas como Anteu.