Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 12/07/2020

O COVID-19 é um vírus letal que surgiu no começo de 2020, na China, espalhando-se pelo resto do mundo. Ele, quando chegou ao Brasil, permaneceu vários meses a mais do que em um país politicamente preparado, demonstrando aí, a dificuldade no combate às doenças no país. De modo análogo, hoje tem-se, no Brasil, uma espécie de epidemia de ansiedade, necessitando-se, assim, de uma análise em dois pontos fundamentais dela: O motivo de a ansiedade ser tão numerosa no Brasil e o porquê de ela ainda ocorrer.

Primeiramente, deve-se entender como esse transtorno chegou a um posto tão alto. Nesse sentido, de acordo com psiquiatras da Unicamp, a falta de recursos adequados, há cerca de 30 anos, fez com que médicos usassem, na época, remédios bem mais pesados, como os tarja preta, os quais causavam vícios na maior parte dos pacientes, deixando, por conseguinte, as pessoas que tinham ansiedade com receio de aderir ao tratamento.

No entanto, embora hoje já se tenha medicamentos apropriados, ainda se observa o panorama de consistência da doença. Conforme dados do Ministério da Saúde, o Brasil tem quase 10% da população acometida pela doença. Nessa perspectiva, tem como se conceber a permanência dessa doença de maneira histórico-social. O ser humano, a partir da revolução cognitiva, se tornou um especialista em processamento de dados, contudo, no mundo contemporâneo, não se tem como competir com computadores ultra velozes. Desse ângulo, o ‘’bombardeamento’’ de informações diárias nas redes sociais, na televisão, no rádio, dentre outros, é simplesmente demais, causando, por consequência, um ciclo vicioso de informações, no qual uma pessoa comum não tem capacidade de assimilar e muito menos de sair, deixando-a, desse modo, mais suscetível a transtornos como a ansiedade.

Depreende-se, portanto, que a ansiedade é um problema crônico, ou seja, de tratamento demorado, grave e que precisa ser combatido de maneira eficaz. Para tanto, o governo, através do Ministério da Educação e o da Saúde, deve, por meio de verbas nacionais, promover debates e palestras nas escolas, nas praças e nos centros culturais, a respeito da ansiedade, no intuito de reforçar a ideia da importância da saúde mental no mundo dinâmico em que vivemos, por meio do uso moderado de seus agravantes, tais como bebidas alcoólicas, “internet”, situações cotidianas estressantes, dentre outros.