Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 13/07/2020
No filme O lado bom da vida, é retratado, de forma clara, como é a convivência com uma pessoa com ansiedade. Nele, Pat Solitano Jr, ao passar por uma série de situações traumáticas, desenvolve sérios problemas de ansiedade, e, diante disso, Pat passa a sofrer constantemente por antecipação. Nesse contexto, é evidente a necessidade de se combater a ansiedade na sociedade brasileira contemporânea, visto que apresenta os maiores índices dessa no mundo, segundo a OMS - Organização Mundial da Saúde-. Assim, urge retirar os obstáculos para o tratamento dessa, sejam eles, tanto a forma como a ansiedade é vista no contexto social, quanto a forma na qual a própria sociedade a desenvolve.
É válido ressaltar, a princípio, que a ansiedade ainda é vista como tabu. Isso se comprova, pois, segundo pesquisas do Centro Nacional de Pesquisa Social da Inglaterra, 20 % da população mundial considera a ansiedade apenas como falta de vontade e vitimismo. Diante de tal panorama de incompreensão, um tratamento adequado fica impossibilitado, o que, por sua vez, pode agravar ainda mais o transtorno de ansiedade e levar a uma depressão. Desse modo, nota-se que, se a forma negativa como tal distúrbio mental é visto no Brasil não mudar, a população ansiosa do país continuará a aumentar.
Outrossim, é preciso constatar, também, que o modelo de sociedade atual é maléfico a saúde mental. Trânsito fechado, altas cargas de trabalho, rotina estressante, Instabilidades políticas e econômicas. É notório que, no Brasil, o ambiente é propício ao desenvolvimento da ansiedade. Nesse sentido, por ser algo natural do corpo humano, que, durante seu desenvolvimento, em momentos de perigo, o deixava em estado de tensão e alerta, o que caracterizava-se como algo positivo. No entanto, no contexto atual brasileiro, esse sofrimento por antecipação leva esse estado de tensão tanto ao trabalho, como também para o contexto pessoal, o que prejudica a qualidade de vida e o rendimento no emprego dos acometidos por tal transtorno.
Torna-se evidente, portanto, os fatores que propiciam o papel de liderança do Brasil no número de casos de ansiedade do mundo. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação, em parcerias com o Ministério da Saúde, atuar em favor da população, por meio de campanhas educativas, tanto nas instituições de ensino, como também introduzir cartazes e propagandas, instruindo a população do caráter de doença e dos riscos que a ansiedade representa. Dessa forma, ao não ser taxados de vitimistas, o diagnóstico pode ser efetuado, e o tratamento realizado de forma adequada, o que melhora a qualidade de vida da população canarinha, e a imagem do país no exterior.