Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 12/07/2020
Entende-se por ansiedade uma reação natural do corpo do ser humano ao criar expectativas com relação a algo que está por vir. Por certo, hodiernamente, tal transtorno atinge grande parcela das populações e, devido a isso, requer prudência ao ser identificado. Logo, observa-se que a automedicação ainda presente na contemporaneidade, bem como o mau uso dos veículos digitais são fatores responsáveis por corroborar esse cenário.
Paralelamente ao tema o uso de medicamentos para tratar indivíduos ansiosos após uma análise médica é comum, porém, observa-se, com frequência, o aumento dos casos de automedicação posteriormente a consulta. Em acréscimo, de acordo com o levantamento feito pela Datafolha, a automedicação é praticada por 76,4% dos insalubres. Ademais, vale salientar que o uso indiscriminado de medicamentos pode levar a intoxicação, alergias e dependência. Nesse sentido, evidencia-se a carência em relação à maior cautela durante a jornada de tratamento para fornecer apoio e cuidados para com os pacientes.
Outrossim, o mau gerenciamento quanto ao uso de smartphones e das redes sociais intensificam a fragilização nas relações e a pressão sobre a mente humana. Desse modo, é notória a necessidade do controle referente ao excesso de informações para evitar que o indivíduo se sobrecarregue e gere, no futuro, transtornos como a ansiedade. Em analogia, cabe rememorar o sociólogo Zygmunt Bauman ao tratar na teoria “modernidade líquida” as frouxidões das relações sociais como consequência do advento tecnológico. Logo, por associar a volatilidade dos indivíduos ao demasiado uso da tecnologia, Bauman confirma a premência por políticas assistências para instruir os indivíduos em relação a problemas que possam gerar ansiedade.
Em síntese, é indubitável a instância por medidas para neutralizar essa adversidade. Assim, cabe às escolas salientar os alunos sobre a importância do gerenciamento das redes socais para evitar transtornos emocionais, por meio de palestras educativas. Em suma, o Ministério da Saúde deve enfatizar os perigos advindos da automedicação, a fim de reduzir os riscos de intoxicação devido à ingestão inconsequente dos fármacos, mediante pesquisas com amplo acesso para a população. Por fim, será evidenciadas melhoras desse panorama por intermédio do implemento dessas ações.