Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 13/07/2020

São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Porém, a questão da ansiedade contraria o pensamento do filósofo, uma vez que, no Brasil, esse grupo não possui tanta importância e, infelizmente, ainda existem pessoas que não entendem do assunto. É necessário que estratégias sejam aplicadas para reverter essa situação, que possui como causas: crise econômica e pressão para o seguimento de padrões impostos pela sociedade.

Em primeiro lugar, deve-se pontuar a crise econômica, que contribui para a maior incidência de ansiosos. Uma boa vida financeira é considerada primordial por muitas pessoas, e quando enfrenta-se uma crise econômica as finanças ficam complicadas de lidar, portanto, como consequência, a incerteza da volta a normalidade causa grande ansiedade. Dito isso, enquanto a crise não é revertida pelo governo, os cidadãos devem buscar por tratamentos eficazes como terapeutas e psiquiatras que trabalham com a conversa, debate e, em casos mais graves, o uso de medicamentos.

Por fim, outra dificuldade enfrentada é a pressão para o seguimento de padrões impostos pela sociedade, principalmente os físicos. Pode-se usar como exemplo uma pessoa acima do peso, considerada fora dos padrões, que é pressionada por amigos e familiares a emagrecer, já que a sociedade impõe essa atitude como a certa, e por consequência a pessoa pressionada começa a possuir sintomas de ansiedade que, na  maioria das vezes, pode estender-se a transtornos alimentares. Harbenas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Ao analisar essa defesa, é necessário maior debate sobre o assunto, uma vez que, o Brasil, possui 9,3% de sua população com transtornos de ansiedade segundo a Organização Mundial Da Saúde.

Portanto, as escolas em parceria com profissionais da saúde, devem promover debates sobre o combate e reversão de sintomas ansiosos, por meio da busca de tratamento individual e identificação de sinais de  ansiedade nas pessoas, para poder ajudá-las. Esses debates não devem se limitar apenas as escolas e também devem ser promovidos na sociedade e assim, tornar cidadãos com boa saúde mental e consequentemente serem mais atuantes.