Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 13/07/2020
Um tópico que requer análise sensata e urgente consiste nos desafios ao combate da ansiedade. Em se tratando desse assunto, uma abordagem coerente aponta para questões de mercado de trabalho - oportunidades, salários e perspectivas -, e à negligência quanto à gravidade da patologia. Portanto, é imperioso gerar melhor qualidade de vida e maior conhecimento acerca da temática.
A princípio, a Organização das Nações Unidas (ONU), expôs que no Brasil 1% da população detém de 28,3% do poder aquisitivo total do país, o qual está em 2º lugar em maior concentração de renda, no ranking mundial. Um dos fatores primordiais à este fato deve-se também ao mercado de trabalho formal, de modo geral, ser altamente seletivo, exigindo diversidade de atividades acadêmicas e experiências na área escolhida. Entretanto, o Brasil está em 79ª posição no que refere-se ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), segundo o Programa das Nações Unidas ao Desenvolvimento (PNUD), o que expressa também condições prejudiciais aos âmbitos educacionais a um ensino de boa estrutura aos indivíduos, comprometendo a carreira estudantil e profissional. Logo, com a junção de todos os fatores citados, há diversas pessoas desempregadas hodiernamente, gerando instabilidade financeira e emocional, esta última vinculada à patologias psíquicas, como a ansiedade, devido à falta de perspectivas financeiras para manter a sobrevivência.
Ademais, no filme “A Fuga do Hospício: A História de Nellie Bly” é retratado com excelência a questão da estigmatização das doenças mentais, que ainda é recorrente nos dias atuais. Diante disso, é notório em cenas do filme a negligência de compreender mais a fundo questões psíquicas e suas origens, propiciando estereótipos e tratamentos tanto médicosquanto pessoais - falas, diálogos - equivocados, potencializando o agravamento da patologia. Em síntese, a falta de conhecimento básico e compreensão acerca da dimensão do problema, auxilia na manutenção ou avanços negativos no quadro da ansiedade.
Vista essa realidade, o Poder Executivo deve direcionar verbas ao âmbito educacional, promovendo melhorias tanto na questão física e estrutural, quanto na educação continuada dos colaboradores, a fim de propiciar um ambiente de aprendizado que gere interesse da comunidade estudantil - boas instalações e materiais didáticos adequados -, de diálogo, troca de conhecimentos e, primordialmente, inclusão social, além de ser um local de incentivo às peculiaridades e potencialidades individuais, formando profissionais capacitados ao mercado de trabalho. Além disso, a Mídia digital e não digital precisa criar conteúdos acerca da patologia ansiedade, com definição, sua real gravidade, consequências e meios de ajuda, com ampla divulgação em comerciais, jornais e redes sociais.