Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 21/07/2020
De acordo com a OMS, " todas as fobias, transtornos obsessivos-compulsivos e os ataques de pânico fazem parte dos transtornos de ansiedade". Contudo, com o passar do tempo outros fatores foram atrelando-se a esses, como o uso excessivo dos Smartphone, redes sociais, de informações, pressões sociais, entre tantos outros fatores que sobrecarregam diariamente indivíduos das mais diversas sociedades. E tudo isso é resultado do descaso com a saúde e com a qualidade de vida por parte dos governantes.
Segundo um estudo da MindMiners viver no Brasil também pode ser considerado um fator de estresse por causa das “recorrentes crises econômicas, altas taxas de desemprego, violência, corrupção e má qualidade dos serviços públicos”, resultando em um alarmante dado da OMS em que o Brasil é o país mais ansioso do mundo, com uma média de que 9,3% da população convive com esse transtorno. Face a isto, o papel do governo brasileiro é fundamental para melhorar a qualidade de vida dessas pessoas, originando uma população mais saudável e feliz.
Consoante a isso, não basta o fato de apenas investir em saúde e educação, se os mesmos não chegam a todos. Um exemplo disso é a Coreia do Sul, que é considerado um país desenvolvido, porém, até o ano de 2012 sofria com uma alta taxa de suicídios, especificamente na ponte Mapo, que hoje em dia é conhecida como “Ponte da Vida”, após uma campanha da Samsung ser feita na mesma. E tudo que a campanha faz é expressar frases reconfortantes e de aceitação para as pessoas que passam por ela com a intenção de tirar a própria vida por conta da forte pressão social que muitos sul coreanos de baixa renda sofrem, ou seja, o desenvolvimento tem que vir com qualidade.
Entende-se, portanto, que para superar esses prolemas psico-sociais é necessário uma presente interação do governo com a sua população, ofertando não somente campanhas anti-suicídios no mês do setembro amarelo, mas sim atitudes consistentes. E o primeiro passo para isso são as parcerias com ONG’s e o Ministério da Saúde para fornecerem palestras e minicursos sobre aceitação e como reconhecer e tratar um transtorno de ansiedade. Paralelo a uma disponibilização de recursos públicos no atendimento com profissionais da saúde mental para a população.