Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 15/07/2020

Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e o bem-estar social. No entanto, a ansiedade impossibilita que a população brasileira desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, vale argumentar sobre os fatores que corroboram esse quadro.

Primeiramente, a automedicação é realidade no Brasil. Exemplo disso é o estudo realizado pelo Conselho Federal de Farmácia, na qual 77% dos brasileiros têm o hábito de se automedicar. Diante de tal contexto, é inegável que o uso irresponsável de medicamentos e a falta de tratamento adequado contra a ansiedade interfere no desenvolvimento pessoal, educacional e na saúde, com efeitos negativos persistindo na vida adulta.

Em segundo plano, a sociedade negligencia o princípio de saúde. Nesse viés, transtornos mentais são considerados duvidosos e questionáveis perante a coletividade. Segundo o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, “As pessoas não têm coragem de quebrar o tabu e dizer: vamos discutir a questão”. Diante do exposto, é perceptível que a falta de discussão e informações agrava o panorama da ansiedade no Brasil, visto que propicia a disseminação de noticias falsas e o desenvolvimento de doenças psiquiátricas pela ausência de comunicação e tratamento.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. De acordo com o célebre filósofo Immanuel Kant,“O ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Diante disso, o governo federal deve investir em medidas de prevenção e tratamento para o distúrbio da saúde mental objetivando reduzir os índices de ansiedade, por meio de algoritmos e palestras em instituições sociais, com o intuito de interromper o ciclo da ansiedade. Dessa forma, o Brasil poderia solucionar essa problemática, de forma que aos brasileiros seja assegurado o que já nos é garantido desde a Declaração Universal dos Direitos Humanos.