Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 14/07/2020

De acordo com o artigo primeiro da Constituição de 1988, um dos fundamentos da República Federativa do Brasil é a dignidade humana, no entanto, nota-se que este princípio não esta sendo cumprido em sua totalidade devido aos problemas decorrentes do combate à ansiedade. Nesse sentido, duas perspectivas fazem-se relevantes: a pressão social para que se alcance uma vida perfeita, bem como, a discriminação sobre o uso de medicamentos. Por isso, medidas são necessárias com vistas a mitigar tal problemática.

A priori, é incontrovertível a valorização acentuada e errônea da busca pela vida perfeita exibida nas redes sociais. Nessa conjuntura, conforme o fato social de Durkheim, os valores, normas culturais e estruturas sociais que transcendem o indivíduo podem exercer o controle social. Como reflexo, hodiernamente,“influencers digitais” exibem sucesso e felicidade, compartilhando conteúdos que podem induzir ao esgotamento mental. A pressão imposta ao não se alcançar inúmeros objetivos pode ocasionar a frustração, caso a pessoa não esteja preparada para as adversidades.

Em segunda instância, é imprescindível salientar a existência da discriminação do uso de medicamentos, muitas vezes rejeitado pelo próprio paciente, o que torna esse desafio mais acentuado. Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país mais ansioso do mundo, necessitando de medidas intervencionistas. Analogamente, a vista de Saint-Evremond, a saúde como a fortuna, deixa de favorecer quem abusa dela. Sob esse viés, destaca-se o aumento da fragilidade emocional e incidência de casos de transtornos de ansiedade e possivelmente o desenvolvimento de depressão.

Portanto, é fundamental que o Governo Federal, como instância máxima da administração nacional, realize campanhas e disponibilize profissionais especializados, por intermédio de maiores investimentos na saúde pública, visando a redução desse problema. Ademais, é essencial que a sociedade, juntamente,ao Estado, apoie o tratamento, divergindo assim, do preconceito.