Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 14/07/2020

A partir da segunda metade do século XX, nasce o movimento da Reforma Psiquiátrica que,mais que denunciar os manicômios como instituições de violência, propõe construção de uma rede de serviços e estratégias territoriais e comunitárias, profundamente solidárias, inclusivas e libertárias. Logo,promover a saúde mental, de forma ampla, é tarefa que desafia toda sociedade brasileira contemporânea.assim, erradicar o preconceito e a escassez de políticas públicas específicas para a saúde mental é medida urgente. Desse modo, faz-se necessária a coordenação de esforços entre Estado e sociedade civil, no intuito de reverter o quadro.    Em primeiro plano,pontua-se que o preconceito é o ato de criar uma ideia a respeito de algo ou de alguém com base em informações pré-concebidas.Segundo filósofo Michel Foucalt, todo sistema de educação é uma maneira política de manter ou de modificar com a apropriação dos discursos,com os saberes e os poderes que eles trazem consigo. Partindo desse pressuposto, é possível o aumento do isolamento social e a piora do quadro. Dessa forma, o preconceito fomenta o comprometimento da saúde mental.

Outrossim, é importante salientar que o Estado não contribui,pois entrega poucas políticas públicas específicas. O documentário “Holocausto Brasileiro” exemplifica a forma desumana como o Estado tratou pacientes que eram internados à força num hospital mineiro. Na contemporaneidade, também se observam o agravamento dos casos e a dificuldade de diagnóstico dos transtornos mentais. Desse modo, a escassez de políticas públicas ligadas à promoção da saúde mental tem piorado a ampliação desses projetos.

Portanto, abolir toda forma de preconceito da sociedade é necessário para erradicar o aumento do comprometimento da saúde mental. Desse modo, o Governo, junto à mídia, deve criar não só campanhas informativas como também implementar leis e projetos e fiscalizá-los, no intuito de reverter o quadro.