Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 16/07/2020

‘‘O poder nunca é propriedade de um indivíduo, pertence a um grupo e existe somente quanto esse grupo se conserva unido’’. Essa frase da socióloga Hannah Arendt representa, de modo atemporal, os desafios do combate à ansiedade na sociedade contemporânea, tendo em vista que o individuo sem o devido auxílio dificilmente irá conseguir superar o que o aflige. Desse modo, são necessários caminhos para resolução desse impasse, haja vista, o Ordenamento Jurídico e a cultura brasileira atrelada à falta de informação.

Inicialmente, a Constituição Federal de 1988, promulgada com base nos direitos humanos, prevê, como garantia fundamental, o direito á saúde. Contudo, o próprio Poder Estatal pela falta de politicas públicas fere esse preceito. Isso porque, o Ministério da Saúde não promove assistência básica, como clínicas especializadas aos indivíduos que necessitam melhorar sua saúde mental, para se desenvolverem  em sociedade. Além disso, carece, por parte do Ministério da Educação, campanhas informacionais sobre a ansiedade. Dentro dessa lógica a falha governamental representa um dos desafios do combate a problemática.

Cabe ressaltar, ainda, que essa falta de informações acerca da enfermidade corrobora comportamentos nocivos da sociedade. Nesse sentido, o filme ’’ Como eu era antes de você’’ ilustra o que foi dito. Ele discorre que o personagem principal ‘‘Clark’’ sofre depressão em virtude da segregação em que foi submetido por causa de seus transtornos mentais, que por fim o fizeram cometer suicídio. A partir desse ponto de vista, é inquestionável a influência que o corpo social tem no processo de recuperação do indivíduo. Assim torna-se fundamental o papel estatal de fornecer conhecimentos sobre a doença para coibir esse tipo de comportamento e efetivar de fato a Constituição Federal.

Entende-se, diante do exposto, a real necessidade de que o Estado crie ações governamentais que garantam por lei, a criação de Clínicas de Recuperação. Para isso, o Ministério da Saúde deve instalar políticas públicas em áreas necessitadas, principalmente aquelas com um alto índice da doença, a partir de verbas da União, com finalidade de promover saúde ao adoentado. Ademais, é preciso que o Ministério da Família promova, junto à mídia em parceria com as escolas, instruções, por meio de palestras, sobre os prejuízos da ansiedade e como resolve-lá, a fim de dar consciência a geração do século XXI. Portanto, a questão da ansiedade no Brasil será combatida.