Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 24/07/2020

Segundo Débora Guizoli, as pessoas vivem numa sociedade ansiosa em que elas estão com a mente agitada. Sendo assim, é possível perceber como essa enfermidade tornou-se comum nos dias atuais. Desse modo, é necessário não só evitar a superficialidade social contemporânea, mas também combater os efeitos da ansiedade patológica, que promove um grande problema de saúde atualmente.

Indubitavelmente, é perceptível como esse tormento emergiu graças à fragilidade das comunicações. De acordo com Zygmunt Bauman, a população vigente convive em uma modernidade líquida, na qual as relações se tornaram supérfluas, ou seja, houve o abandono da necessidade humana de compromisso social. Desta forma, o indivíduo passou a viver em um meio onde a angústia predomina, tendo em vista que sem as conexões afetivas ele inclina-se para a obtenção de uma aflição constante. Portanto, as transformações da comunidade sólida para líquida afeta, demasiadamente, a convivência entre os cidadãos.

Ademais, essa preocupação exagerada cria consequências sérias, tais como estresse ou até mesmo depressão. Desde o século XX, as cidades se acomodaram com a rapidez e a redução do tempo relativo das interações, visto que nesse mesmo período ocorreu uma revolução tecnológica que, além de conectar os usuários, permitiu a ocorrência da impaciência em grandes proporções. Isto é, a instantaneidade da comunicação acarretou na vontade popular de obter esse mesmo efeito, agilidade, no lugar onde convivem. Portanto, a redução do tempo de resposta contribui diretamente para a presença dessa patologia.

Nota-se, portanto, que é preciso evitar a superficialidade social, além de combater os efeitos dessa enfermidade. Logo, os usuários devem reduzir o uso de redes sociais, por meio de “apps” que limitem o uso do celular, a fim de garantir seu bem-estar. À vista disso, o poder  público necessita fornecer auxílio psicológico, a partir de programas de saúde, para que aja a redução da ansiedade contemporânea no Brasil.