Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 22/07/2020

A modernidade líquida, segundo Zygmunt Baumam, sociólogo polonês, evidencia que o atual mundo velozmente instável, causa angústia nas pessoas. Desse modo, a sociedade contemporânea está fadada ao aparecimento da ansiedade e os desafios para combatê-la são tanto pelo preconceito aos ansiosos, quanto pela população terceirizar combater esse transtorno.

Primeiramente, o preconceito dado à quem sofre de ansiedade é, também, um desafio para combatê-la na na sociedade contemporânea. Nessa perspectiva, segundo Hannah Arendt, filosofa alemã, a banalização do mal ocorre quando indivíduos realizam ações sem motivação maligna e, paralelamente, discriminar ansiosos. Desse modo, pessoas estereotipam, não intencionalmente, todo um transtorno, e levam ao envergonhamento de buscar ajuda necessária. Assim, essa luta essencial diante do mundo conceituado por Baumam anteriormente é descredibilizada, desmotiva  e cria o desafio de encorajar, portanto, combater tal problema que assola as sociedades do século XXI.

Outro importante desafio para combater à ansiedade na sociedade moderna é ela terceirizar seu papel nisso. Nesse contexto, segundo Maria Rita Kerl, psicanalista brasileira, os indivíduos supervalorizam o presente  em detrimento da reflexão. É desse modo que as pessoas abandonam questionar-se como a modernidade líquida, isto é, a falta de estabilidade financeira, afetiva e inclusive na segurança contra violência, causa esse transtorno mental. Assim, essa constante preocupação com um futuro incerto, somada ao descrédito recebido em como isso prejudica a saúde mental pública é o ciclo que causa e, consequentemente, perpetua permanentemente esse mal.

Diante dos fatos ditos, o Governo deve criar o “Mente Saudável”, um programa que assista mentalmente a população, com profissionais de saúde e especialistas que proponham um plano minimizador dos motivos causadores da ansiedade para, assim, liquidar os desafios antes citados.