Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 23/07/2020

A série estadunidense “Glee” retrata a trajetória ao estrelato de um coral formado por estudantes do Ensino Médio. Uma das personagens coadjuvantes é uma professora que sofre de Transtornos de Ansiedade, a qual coloca o emprego dela em risco e alimenta a intolerância por parte de outros funcionários da instituição. Fora da ficção, atualmente no Brasil, a ansiedade é considerada uma das epidemias mais fortes do século XXI. Por isso, torna-se necessário o debate acerca do despreparo governamental e da banalização posta pela sociedade, em relação a essa doença.

Em primeira análise, é uma veracidade que o despreparo do Estado colabora para o alto número de casos de transtornos psicológicos. Segundo pesquisa feita pela Universidade de Oxford, ações governamentais causam impacto no bem-estar mental e no nível de ansiedade da população, promovendo malefícios aos cidadãos. A ausência de investimento na saúde e as adversidades político-socioeconômicas que o território verde-amarelo presencia abalam não somente as instituições nacionais, mas também os brasileiros, que precisam solucionar ou se adaptar à realidade. Sendo assim, a má gestão dos líderes influencia o aumento da taxa de doentes.

Em segunda análise, é um fato que pela frequência dos eventos, os seres humanos acreditam que a ansiedade faz parte de alguma fase da vida. A banalidade do mal proferida pela filósofa Hanna Arendt é vigente no território brasileiro, a qual, afirma que a violência se torna habitual a partir do momento que uma organização social a enxerga com naturalidade. Á vista disso, pode-se comparar o pensamento da pensadora com a situação atual, já que, ao decorrer dos anos, problemas psicológicos são romantizados cada vez mais e sua ocorrência amplia. Logo, o desconhecimento acerca da gravidade do transtorno auxilia na sua “popularização”.

Portanto, medidas são necessárias para enfrentar a ansiedade na sociedade contemporânea. O Ministério da Saúde, junto ao Ministério das Comunicações, deve auxiliar no controle de casos de ansiedade, por meio da veiculação midiática de propagandas que informem a gravidade e os sintomas do transtorno mental, além de transmitir “lives” realizadas por psicólogos e profissionais da área, a fim da realização da procura de ajuda por parte da população e do alcance da diminuição da taxa epidêmica. Feito isso, acontecimentos semelhantes ao da série não serão recorrentes.