Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 22/07/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, diante de uma problemática como a ansiedade na sociedade contemporânea, o que se observa é na verdade uma distopia da realidade de More. Uma vez que com a ansiedade pode vir diversos outros problemas de saúde, e em alguns casos, chega a vir à tona até mesmo pensamentos suicidas. Nesse sentido, é fulcral analisar as causas, tais como a ausência de políticas públicas de saúde no combate a doença e o preconceito social contra pessoas ansiosas.
Primordialmente, vale salientar que a falta de estratégia no sistema público de saúde voltada para o atendimento de pessoas que sofrem de ansiedade, contribui para a perpetuação desse quadro deletério. A esse respeito, dados fornecidos pelo Ministério da Saúde revelam que apenas 10% dos recursos destinados para as secretarias municipais são direcionados para a área de saúde mental em unidades básicas. Dessa forma, nota-se a inoperância governamental e a importância não dada pelo governo para combater esse problema. Desse modo, vê-se que é necessário um posicionamento das autoridades e órgãos competentes, com urgência, a fim de evitar o crescimento da doença.
Além disso, é válido verificar os efeitos negativos causados por pessoas preconceituosas e que tratam o próximo com indiferença quando o mesmo não se assemelha com ele. Nesse contexto, ao analisar a frase do cientista contemporâneo Albert Einstein: " É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito", assim, percebe-se a dificuldade de se combater os preconceitos já enraizados no ambiente social, os quais se materializam na atitude de boa parte da população que não dá tanta importância a gravidade que pode vir a chegar como resultante dessa doença. De tal forma, nota-se com clareza a necessidade de desmitificar conceitos errados a respeito das doenças erradas, tendo em vista que independente de sua característica, pessoas com problemas mentais fazem parte da sociedade e merecem ser respeitadas como qualquer outra.
Fica evidente, portanto, que o poder público deve tomar medidas efetivas a fim de evitar o avanço dessa problemática na sociedade brasileira. Dessarte, cabe ao Tribunal de Contas da União direcionar capital para que, por intermédio do Ministério da Saúde será revertido na criação de um programa institucional de combate as crises de ansiedade, instalando postos com atendimentos psicológicos gratuitos em praças públicas. Tais medidas têm por finalidade impedir o crescimento de casos da doença, prevenir e ensinar as pessoas a lidar com esse problema. Para que assim, a realidade atual possa se aproximar da realidade de More.