Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 20/07/2020

De acordo com o art. 6 da Constituição Federal de 1988, todos têm direito à saúde. Entretanto, esse dispositivo não está sendo cumprido em sua totalidade, haja vista os desafios referentes à ansiedade enfrentados pela sociedade contemporânea. Nesse sentido, entre os problemas confrontados pela população estão o tabu do uso de medicamentos e as instabilidades socioeconômicas, política. Por isso, intervenções são necessárias, a fim de mitigar tal problemática.

Inicialmente, é relevante ressaltar que o preconceito do uso de medicamentos controlados ou faixa preta, contribui diretamente no aumento da “epidemia silenciosa”, transtorno de ansiedade. Nesse contexto, conforme dados divulgados pelo site de notícias UOL em 2019, para o Dr. Daniel Martins de Barros, psiquiatra, os pacientes têm muita resistência ao uso de medicamentos devido aos vários mitos, tais como vício, impotência, aumento de peso. Sob tal ótica, quando uma pessoa procura atendimento médico, já está com pensamento pré estabelecido acerca dos remédios e seus efeitos colaterais, mas a realidade e totalmente diferente, grande parte dos medicamentos de uso psicológico não causam dependência e poucos efeitos colaterais, há também diferentes tratamentos, como terapias, prática de exercícios físicos. Vale analisar também que segundo dados divulgados pela OMS em 2019, o Brasil é o país mais ansioso do mundo com 18,6 milhões de pessoas convivendo com esse transtorno, uma vez que o mesmo pode sobrecarregar o SUS (Sistema Único de Saúde).

Outrossim, é inegável que os problemas do país afetam diretamente a saúde mental da sua população e dificulta cada vez mais o combate a esses distúrbios. Nesse âmbito, consoante informações veiculadas ao site MindMiners, o qual realizou um estudo com 550 pessoas de todas as classes e faixas etárias, os motivos são violência, crise econômica e desemprego, corrupção. Analogamente, é indubitável que os desafios e problemas dos líderes políticos e da sociedade atingem a todos de maneira negativa.

Portanto, é imprescindível que o Estado tome providências para melhorar o quadro neural dos cidadãos. A fim de formar uma geração com boa saúde mental, urge que o Ministério da Educação crie uma grade de aulas focadas em emoções e sentimentos. Tal medida deve ser feita por meio de conversas com psicólogos e outras especialistas da área, promovendo a reflexão sobre a vida e os limites físicos e mentais das pessoas. Logo, será formado indivíduos que prezam pelo cuidado mental.