Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 18/07/2020
A ciência descreve a ansiedade como sendo uma denominação geral para vários distúrbios mentais que pode afetar os indivíduos de diversas formas, como crises excessivas de medo, preocupação, sentimento de inutilidade ou taquicardia. Diante disso, pela excessiva divulgação de informações, padrões e pressão psicológica, muitas pessoas acabam desenvolvendo essa doença. Entretanto, desafios ainda são enfrentados acerca do combate desse assunto na sociedade contemporânea. Entre eles, banalização desses problemas psíquicos e preconceito com as pessoas que são afetadas.
A priori, a ansiedade é algo útil à vida do ser humano, pois é uma indicadora de mecanismos de proteção contra o perigo. Entretanto, quando acontece frequentemente, trazendo prejuízos para as pessoas, é tida como patológica, uma vez que indivíduos ansiosos têm o seu desempenho social prejudicado e não conseguem lidar com situações simples do dia-a-dia. Embora informações e aconselhamento sobre o assunto sejam divulgados constantemente, uma parte da população banaliza esse problema, considerando-o como besteira. Nesse sentido, a psiquiatra Miriam Elza Gorender afirma que as pessoas enfermas psicologicamente tendem a apresentar casos piores quando não têm o apoio das pessoas que fazem parte da sua vida. Isso mostra que o tabu acerca desse assunto precisa ser quebrado, para que essa doença seja combatida.
Posteriormente, outro desafio que precisa ser combatido para que a ansiedade afete a vida de menos pessoas é o da discriminação acerca de quem está doente. Esse preconceito é conhecido como psicofobia e é considerado crime, segundo a ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), que consiste em uma iniciativa a favor dos enfermos psicologicamente que sofrem rejeição pela sociedade. Isso faz com que as pessoas afetadas se sintam mais seguras a procurarem ajuda, tomar todos os medicamentos necessários para controlar as crises e ganhar mais voz na sociedade. Além disso, há agravamento do número de casos na sociedade capitalista, pois a população corre contra o tempo para poderem se sustentar, o que faz as pessoas precisarem se sentir mais seguras nesse meio.
Portanto, os desafios no combate à ansiedade precisam ser resolvidos. Assim, as famílias e os amigos das pessoas que apresentam esse tipo de problema devem apoiá-los e devem estar sempre dispostos a ouví-los, para que eles não se sintam desamparados, bem como tenham vontade e sintam-se confortáveis para viverem em sociedade. Além disso, a ABP deve realizar palestras abertas ao público com explicações acerca do assunto, ministradas com psiquiatras, psicólogos e neurologistas, por meio de gráficos acerca dos números de pessoas doentes, para que todos se conscientizem e não julguem quem apresente esse tipo de transtorno.