Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 22/07/2020

O relato de perturbações psicológicas é uma experiência evidente na sociedade, principalmente nas expressões artísticas. Já no século XIX, o poeta Alvares de Azevedo marcou em suas obras sentimentos angustiantes e ansiosos, principalmente durante a geração Byroriana. Com isso, verifica-se que o mundo vivência casos de doenças psicológicas há anos, as quais veem se intensificando com a chegada de novos valores sociais. Portanto, a necessidade de uma super produtividade em conjunto à falta de conhecimento dificulta o combate à ansiedade na sociedade contemporânea.

Sendo o mundo atual voltado para a necessidade de uma alta produtividade e eficiência é notado a evolução dos casos de pessoas ansiosas. Segundo a psicanalista Maria Rita Kehl, existe uma necessidade de urgência com produção e eficiência em rápido tempo, tentando atender às expectativas da sociedade, e levando o desenvolvimento de angústia e distanciamento da vida significativa, isto é, ocorre uma falta de humanização e uma fugacidade das vivências. Logo, desenvolve-se uma incapacidade de manter uma identidade e também uma fluidez nas relações pessoas, a ponto de existir uma preocupação e sentimento de angústia frequente com situações banais do cotidiano.

Em segundo plano, nota-se como a falta de conhecimento sobre si dificulta o controle de crises de ansiedade. Isso porque segundo Paulo Freire, pedagogo brasileiro, a educação tem poder de conscientizar, ao inquietar o ser, e tem a força de libertação, quando se compreende a própria condição. Isto é, saber identificar e conhecer uma crise de ansiedade é uma forma de estimular a procura de um profissional da área, pois o paciente compreenderá a situação em que se encontra e buscará ajuda. Sendo assim, a falta de informação sobre a doença pode atrasar o tratamento quando ocorre uma banalização do transtorno e não entendimento de sua gravidade, podendo agravar o caso clínico e levar para situações mais alarmantes, como a tentativa de suicídio.

Nota-se, portanto, que a sociedade contemporânea trouxe a necessidade de uma super produtividade que combinado a educação precária se tornou um obstáculos para o combate à ansiedade. Assim, cabe Ministério da Saúde, responsável por conduzir o sistema de saúde, aumentar o conhecimento sobre a disponibilidade de profissionais públicos que lidam com doenças psicológicas, por intermédio de propagandas nas mídias que notifiquem a existência de atendimento gratuito. Dessa forma, a população terá um maior acesso às consultas, e intervenção médica. Além disso, cabe às escolas, transmissoras de conhecimento, desenvolver um projeto que eduquem a população sobre a ansiedade, por meio feiras de ciências e palestras que introduzam o tema de saúde mental para os jovens. Logo, poder-se-á ocorrer um controle dos casos de ansiedade e outras doenças de forma simples e eficiente.