Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 24/07/2020
No livro ‘‘Rápido e Devagar, duas formas de pensar’’, o autor culpabiliza a ansiedade à resposta do sistema ‘‘ideomotor’’, que é a reação psicológica de ideias vistas ou lidas, a exemplo de mostrar imagens de idosos a um indivíduo e sua reação involuntária será andar mais lento. Esse transtorno tem origem no mundo Pós Moderno devido ao acesso em larga escala de informação e o desafio no combate à essa enfermidade é o suporte estatal e conscientização da sociedade. A priori, o Estado mostra-se omisso ao permitir que o Brasil seja o país mais ansioso do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde(OMS), . Dessa forma, ao não combater esse problema, o Governo quebra o Contrato Social teoria do filósofo iluminista Jean-Jacques Rousseau, que consiste em direitos e deveres entre Estado-cidadão por não garantir, de acordo com a Constituição Cidadã de 1988, o direito inalienável á saúde. Desse modo, evidenciado em pesquisas do site ‘‘MindMiners’’, o reflexo do alto índice desse transtorno e a falta de suporte estatal tem por consequência, principalmente em países não desenvolvidos, em suicídio, logo, demonstrando crime de responsabilidade. Além disso, um dos desafios no combate á ansiedade na sociedade contemporânea é a falta de instrução do enfermo de como iniciar e prosseguir com o tratamento. Segundo Daniel Martins psiquiatra do Hospital das Clínicas de São Paulo, os pacientes tem resistências para tomar remédios devido a uma visão estereotipada dos usuários de ansiolíticos. Dessa forma, de acordo com o sociólogo Emile Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotado de exterioridade, coercividade e generalidade. Seguindo esse estudo, a falta de conhecimento e informação sobre ansiedade desencadeia em visões preconceituosas sobre o tratamento, impossibilitando reais diagnósticos e tratamento de forma eficiente. Portanto, para minimizar os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea, o Estado deve criar um projeto de nome ‘’estamos juntos’’. Essa iniciativa consistirá em uma união dos Ministérios da Saúde e da Educação e será de início levada às redes sociais por propaganda a fim de conscientizar a população que existe o problema e que não deve ter preconceito com o uso de remédios. Além disso, visto que, segundo a OMS, a faixa etária mais afetada por esse transtorno são os adolescentes, equipes de pedagogos, psicólogos e psiquiatras devem mostrar por meio de aulas lúdicas em escolas como identificar suspeitas de ansiedade, como ajudar ao próximo sobre esse tema e, somado a isso, o incentivo de contratação de psicólogos para ficar tempo integral nas escolas para acompanhar os alunos necessitados. Assim, com o suporte estatal será possível conscientizar a sociedade e combater a ansiedade.