Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 23/07/2020
“Penso, logo existo”. Essa sentença, pronunciada pelo filósofo René Descartes, lançou as bases para a busca da origem daquilo que é característico aos humanos, ou seja, os pensamentos. Nesse sentido, o ato de pensar, na sociedade contemporânea, se diferenciou em uma nova forma mais complexa, a saber: trazer à memória uma determinada finalidade repetidas vezes e, como consequência, uma inquietação excessiva. Dessa forma, é importante discutir a falta de educação psicológica nos núcleos educacionais e a negligência estatal como os principais desafios no combate à ansiedade.
Primeiramente, é válido pontuar a carência de educação psicológica. A partir disso, no auge das narrações cômicas, a história em quadrinho “O retorno do Superman” narra a angústia e ansiedade de um povo que esperava pela volta do super-herói desaparecido. Embora tal produção seja destinada ao público jovem, ela foi destribuída em diversos núcleos educacionais no mundo com o objetivo de ensinar as crianças e jovens a esperar de forma saudável. Desse modo, nota-se que, se o Brasil deseja acabar com o problema da ansiedade nas próximas gerações, é necessário começar uma educação nos níveis primários e avançados sobre tal problemática.
Ademais, cabe analisar a inoperância do Estado no combate a tal empecilho. Com base nisso, a Organização Mundial da Saúde divulgou que o Brasil possui 10% de indivíduos que sofrem com ansiedade devido à falta de amparo estatal. Nesse prisma, pode-se dizer que a principal dificuldade na luta contra esse desvio psicológico é a negligência das autoridades públicas de saúde do país. Com essa análise, a nação comprometida com a saúde do povo, característica de um Estado democrático de direito, deve, em primeiro momento, zelar pela saúde mental de toda a sociedade contemporânea.
Nota-se, portanto, a urgência em propôr medidas para resolver tais impasses. Para tanto, urge que o Ministério da Educação crie um projeto intitulado “Educa-psico”, por meio da contratação de psicólogos que tenham área de atuação nas escolas e universidades, com uma carga horária de 7 horas diária, para que a base de um bem-estar psicológico seja construída desde o início de uma geração. Outrossim, cabe ao Ministério da Saúde promover polos de atendimento nos postos de trabalho, com a finalidade de, por intermédio de 30% das verbas destinadas, se reduza o número de ansiosos pelo país. Dessa forma, os princípios da filosofia cartesiana se mostrará mais presente na realidade dos brasileiros com o resgate dos pensamentos saudáveis.