Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 24/07/2020
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 9% da população brasileira sofre de ansiedade,um mal-estar ligado a sentimentos de medo,tensão e perigo. Diante desse cenário é possível compreender alguns dos desafios que englobam tal problemática,como a falta de conscientização social e o uso excessivo do meio tecnológico,os quais inviabilização a evolução no combate a tal nuance.
A priori, segundo a filosófa Hannah Arendt, a sociedade vivencia a era da “Banalização do Mal”, na qual o indivíduo torna-se acrítico e incapaz de refletir, racionalmente, sobre os problemas sociais. Diante dessa perspectiva, fica evidente um dos empasses no combate à ansiedade, a irracionalidade. Prova disso, é o tabu gerado acerca dos medicamentos, os quais para, boa parte, do consciente popular ocasionam dependência. A vista dessa errônea mentalidade, fica claro que a conscientização coletiva é imprescindível para minimizar os índices de ansiedade,uma vez que amplia o intelecto dos cidadão,por meio de informações plausíveis,além de desmistificar falsas ideias.
Ademais,de acordo com uma matéria divulgada pelo site de informação ISTOÉ, o uso excessivo de tecnologia é um dos males do homem contemporâneo. Com base nisso,fica é evidente outro fator que impulsiona a taxa de ansiedade na população,a internet. Isso se deve ao fato da mídia veicular uma realidade ilusória,na qual tudo aparenta ser perfeito,acarentando,assim, um mal-estar nos usuários por não possuir os mesmos padrões,além de impulsionar o quadro de depressão e alienação. Diante desses parâmetros, é indispensável que haja um filtro de informações no meio digital, para que o usufruto não interfira negativamente,na vida do ser,como o aumento da ansiedade.
Diante dos fatos supracitados, com o intuito de amenizar os desafios que envolvem o combate a ansiedade,cabe a sociedade e a mídia a tarefa de elaborar mecanismos adequados para tal. Isso pode ser efeituado,com a criação de palestras e debates públicos, com profissionais qualificados,como psiquiatras e psicólogos, que por meio do diálogo desmistifiquem tabus e difundam informações plausíveis acerca do tratamento e dos medicamentos para a exaltação,formando,assim, ser mais conscientes e racionais. Somado a isso, o corpo midiático deve implementar plataformas de filtração, através da contratação de empresas especializadas, com o intuito de reduzir os conteúdos falsos no meio virtual,assegurando,desse modo um usufruto mais benéfico para os usuários. Adicionado, a mídia também pode divulgar pequenos vídeos informativos e debates online,nas plataformas digitais,como o instagram, com a participação especialistas e dos próprios usuários, acerca de questionamentos que envolvem a alienação e as inquietações contemporâneas,a fim de gerar mais conhecimento.