Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 17/07/2020

O filme norte-americano “Gente como a gente”, retrata a história de um adolescente que desenvolve transtorno de ansiedade e depressão depois de se sentir responsabilizado pela morte de seu irmão. Para além da ficção, no Brasil, também é acometido por esse mal devido à falta de interatividade social na sociedade contemporânea e a ausência de abordagem do assuntos em espaços formadores e desenvolvedores de opinião.

Em primeira análise, segundo o filosofo polonês Zigmunt Baumam, “vivemos em uma modernidade líquida”, ou seja, a sociabilidade pós-moderna ocorre de forma veloz e não é feita para durar e isso torna-se um reflexo do problema. Dessa forma, é criada uma tendencia maior para desenvolvimento de transtornos de ansiedade, pois a falta de dialogo intimista e interativo acarreta uma diminuição na saúde emocional do individuo. Diante do exposto, é notório que as relações superficiais é prejudicial  para a saúde mental da sociedade contemporânea pois pode prejudicar o individuo tanto no âmbito comportamental quanto no social.

Em segunda análise, de acordo com o sociólogo Max Weber, as escolas são as principais socializadoras, logo, esse assunto deveria ser mais abordado nessas instituições formadoras, mas não é o que ocorre e isso é um fator que influencia o desenvolvimento dessa doença. De tal maneira,a falta de abordagem desse assunto gera ignorância social perante essa doença, o que se torna um fator determinante para o desenvolvimento, pois essa falta de conhecimento gera um menosprezamento do transtorno o que o torna comum.

Diante disso, as instituições de ensino devem ajudar na melhora a sociabilidade entre alunos e indivíduos, por meio de palestras com profissionais da área psicológica e social que visem mostrar a importância do dialogo nessa sociedade pós-moderna, para que as pessoas tenham um dialogo construtor e diminua o índice de ansiedade das organizações sociais.