Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 19/07/2020
Para a revista Superinteressante, na antiguidade, a ansiedade era uma reação natural do ser humano e funcionava como um mecanismo de sobrevivência para lidar com as situações de perigo. Entretanto, na contemporaneidade, esse fenômeno pode ser tanto benefício como prejudicial, dependendo das circunstâncias ou intensidade, à saúde do indivíduo, isto é, o excesso dele influencia no bem-estar da sociedade. Decorrente disso, no Brasil, o que impede de haver o combate à ansiedade negativa é a banalização, por parte da população, da tranquilidade mental e o difícil acesso aos tratamentos adequados.
A princípio, segundo a OMS, o Brasil é o país que possui o maior número de pessoas ansiosas do mundo. Isso implica dizer que, atualmente, a população sofre uma epidemia de ansiedade. E, isso ocorre devido a uma cultura brasileira de minimizar a maioria dos problemas que são relacionados à saúde mental. Dessa forma, a pessoa que sente uma angústia é induzida a não procurar ajuda de um especialista no assunto para tratar-se, por ela acreditar que esse sentimento não é nada demais. Logo, essa banalização, infelizmente, é danosa para o indivíduo, pois a ansiedade influencia na qualidade de seus relacionamentos pessoais e do trabalho.
Paralelo a isso, a questão econômica também intervém no combate à ansiedade, porque nem todo brasileiro tem condições financeiras para buscar um profissional da área de saúde que o ajude a tratar esse sentimento. Sendo isso comprovado pela pesquisa do IBGE, a qual afirma que metade da população do Brasil vive com apenas 413 reais por mês. Esse quadro é preocupante, visto que, para metade da sociedade a prioridade é comprar itens que os mantêm vivos, como o alimento. Assim, o acesso a especialistas e aos seus tratamentos são deixados em último plano.
Percebe-se, portanto, que é necessário o combate ao desafios que impedem a diminuição da ansiedade no Brasil. Para isso, cabe às escolas, para formarem alunos com uma visão de mundo sem a banalização da saúde mental, deve desenvolver a percepção da importância da busca pelos especialistas da área, como os psicólogos e os psiquiatras, por meio de aulas sobre a qualidade emocional, assim, visando à manutenção da cultura de minimização dos problemas. Além disso, Ministério da Saúde, para diminuir o número de pessoas que possuem ansiedade, deve criar um programa social, chamado de " Equilíbrio Mental para Todos", que tem como objetivo disponibilizar consultas psicológicas e psiquiátricas gratuitas para todos os brasileiros, por intermédio da contratação de profissionais voluntários desse assunto, com o intuito de garantir o acesso aos tratamentos adequados.