Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 23/07/2020
No filme " O lado bom da vida", dirigido por David Russel, retrata-se a história de Pat Solitano Jr, um homem que perdeu quase tudo na vida, incluindo seu emprego e casamento, devido as suas crises de ansiedade. Entretanto, percebe-se que tal problemática não ocorre apenas no âmbito ficcional, na realidade essa inquietude vem afetando a vida de muitos brasileiros, vítimas de uma rotina sufocadora. Desse modo, cabe analisar que a falta de políticas públicas, que deem um melhor suporte para o tratamento psíquico, assim como, o preconceito da população, perante os casos de ansiedade, pode ser um desafio para combater essa situação.
Primeiramente, observa-se que o Estado apresenta-se negligente ao não garantir tratamento psicológico adequado para a população. Prova disso, é que segundo dados do Ministério da Saúde, apenas 10% dos recursos cedidos as secretárias municipais são destinados para o setor da saúde mental. Dessa maneira, é perceptível a inoperância do governo perante esse quadro, o que corrobora para o Brasil ser o primeiro colocado no ranking dos países mais ansiosos do mundo segundo dados da OMS (organização mundial da saúde).
Além disso, é notório que a sociedade mostra-se apática a problemas como ansiedade. Isso mostra, que o físico Isaac Newton estava certo quando falou: “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preceito”, nota-se isso, pois o prejulgamento das pessoas perante o tratamento das crises de ansiedade, as fazem pensar em uma dependência medicamentosa, além de não entenderem que uma ansiedade não tratada pode desencadear outros tipos de distúrbios psicológicos. Dessa forma, é de suma importância que as pessoas cobrem do governo mais esclarecimento sobre tal problemática, para desmistificar conceitos errôneos sobre as doenças mentais.
Conclui-se, portanto, que o combate a ansiedade deve ser efetivo. Logo, é necessário que o governo, através do Ministério da Saúde, redistribua de forma mais igualitária, para as secretárias municipais, as verbas para o setor de saúde mental, possibilitando um tratamento de melhor qualidade e que posso atender uma demanda maior de pacientes, além de promover a saída do Brasil do primeiro lugar no ranking de ansiedade da OMS. Também, é importante que a sociedade, com o auxílio das mídias nacionais, cobrem do Estado mais informações sobre os transtornos de ansiedade, como forma de desintegrar o preconceito perante o assunto, como também dar coragem para as pessoas procurarem tratamento psicológico, ocasionando um melhor entendimento do tema por parte da sociedade. E, assim como Pat Solitano Jr, recuperar a alegria de viver e reconstruir qualquer possível perca.