Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 20/07/2020
O filme “O Lado bom da Vida”, dirigido pelo cineastra David Russel, retrata a história de Pat Solitano Jr, personagem que perdeu quase tudo na vida- sua casa, o emprego e o casamento- devido às crises de ansiedade. Tal obra ficcional, em paralelo à realidade contemporânea, ilustra um dos principais desafios encontrados na sociedade moderna: o combate à ansiedade. Neste sentido, é fulcral analisar as causas, tais como a ausência de políticas públicas de saúde de enfretamento ao problema e o preconceito social contra pessoas ansiosas, a fim de se atenuar, com urgência, seus efeitos maléfico.
Em primeira análise, dados fornecidos pelo Ministério da Saúde revelam que apenas 10% dos recursos destinados para as secretarias municipais são direcionados para a área da saúde mental em unidades básicas. Tal cenário nefasto, evidenciado por essas informações, comprova a inoperância governamental no combate ao problema, o que gera consequências nocivas à vida de milhões de brasileiros. Neste sentido, o aumento do número de casos de indivíduos ansiosos representa uma grave mazela social, o qual coloca o Brasil em primeiro lugar no ranking mundial dos países que mais apresentam essa patologia, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Desse modo, vê-se que é necessário um posicionamento das autoridades a fim de se evitar o crescimento da doença.
Em segunda análise, além do cenário público, é válido verificar os efeitos dos estereótipos presentes na sociedade contra pessoas acometidas por essa doença como outro agente influenciador do revés. Nesse contexto, ao analisar a célebre frase do cientista contemporâneo Albert Einstein: “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”, constata-se a dificuldade de se combater os preconceitos já enraizados no contexto social, os quais se materializam na atitude de boa parte da população que ver-se descrente da gravidade dessa situação, causada pela ansiedade. Essa condição impede a resolução do problema, visto que determinados segmentos da sociedade não cobram seus agentes públicos na garantia de medidas de proteção da saúde dos brasileiros. Dessa forma, nota-se com clareza a necessidade de desmitificar conceitos errados a respeito das doenças mentais a partir da divulgação de informações sobre suas implicações no país.
Portanto, no cenário da falta de cuidado do poder público e o preconceito social, é necessário medidas para a melhora social de pessoas acometidas a essa doenças. Sendo assim, o Ministério da Saúde juntamente com o Ministério da Cultura e Educação, devem promover projetos nos âmbitos escolares, com aulas, debates e palestras (acompanhadas por especialistas da área psicológica), levando assim informação para os alunos e seus pais. Assim, tornando a população a cada vez mais informada a respeito dessa doença silenciosa e de grande impacto social.