Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 20/07/2020
A humanidade chegou ao ano 2020 e junto com ele, algo antes jamais visto: uma pandemia que exigiu e continua exigindo isolamento social. Quarentenas foram mundialmente decretadas, e no Brasil não foi muito diferente. Nesse sentido, o pensamento do filósofo Nietzsche toma força, pois a arte agora mais do que nunca cumpre sua função de escapamento da realidade. Como as pessoas devem -se possível- ficar dentro de casa, têm que aprender a lidar com a ansiedade e seus desafios, os quais precisam ser combatidos, e se manifestam por meio de estímulos instantâneos e do imediatismo.
A princípio, o uso de aparelhos digitais com acesso à internet, jogos e redes sociais embora sirvam de ferramenta para educação e divertimento, arbitrariamente também potencializam a ansiedade. Conforme os dias se passam, a população busca atividades com o intuito de ocupar o corpo e a mente, e para isso, recorrem aos aparelhos eletrônicos cujos dispositivos provocam estímulos instantâneos na mente. Nesse curto prazo de tempo do prazer, pequenas doses de dopamina -hormônio que eleva o nível de excitação- são lançadas e cada vez mais ansiadas pelo usuário, o qual logo se torna um viciado e incapaz de ficar sem o celular, por exemplo.
Além da questão dos estímulos, outro óbice a ser vencido é o imediatismo contemporâneo. A música “Contatinho” do cantor Léo Santana que tem como passagem, “Te liguei deve tá ocupadinha, tudo bem tá com outro contatinho”, exemplifica de forma clara o modo que uma massa ansiosa -principalmente de jovens-, comporta-se em razão de não querer esperar um tempo mínimo. O desdobramento dessa situação, são pessoas substituindo relações apenas por não terem sido atendidas naquele exato momento, impossibilitando ao outro a oportunidade de se explicar, pois algo totalmente diferente do interpretado na música pode ter acontecido.
Portanto, medidas são urgentes para a resolução do impasse. A fim de combater a ansiedade e seus desafios desde cedo, o MEC deve inserir na BNCC, através do Serviço de Orientação Educacional (SOE), práticas de relaxamento como meditação, leitura e artes; e ainda instruir didaticamente o uso moderado desses aparelhos nas aulas de informática. Além disso, o MS tem por obrigação recrutar estagiários dos cursos de fisioterapia, psicologia e educação física, para trabalharem em centros sociais que realizem, gratuitamente, esportes e outras convenções, -a saber, pilates, acupuntura, terapia e ioga-, com a finalidade de manter a saúde da população equilibrada e o vício obsoleto. Dessa forma, a ansiedade será um mal vencido.