Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 22/07/2020

De acordo com Organização Mundial de Saúde, OMS, 18,5 milhões de brasileiros sofrem algum transtorno de ansiedade. Em posse dessa informação, percebe-se que há uma grande quantidade de cidadãos brasileiros com quadro ansioso, o que prejudica suas relações cotidianas. Isso ocorre pela exigência quanto aos resultados e pelos fatores sociais.

A priori, a alta pressão com que as instituições submetem as pessoas faz com que os mesmos desenvolvam algum transtorno de ansiedade, pois, segundo Maria Rita Khel, a relação de urgência e produtividade faz com que o indivíduo tenha uma inquietação, podendo levá-lo a ter uma saúde mental deficiente. Sob tal perspectiva da psicanalista, percebe-se que exigências que são feitas por organizações corporativas e centros educacionais, por exemplo, podem conduzir o civil a se colocar numa situação de instabilidade, o que faz com essa pessoa se dedique com exclusividade a determinado dever proposto. Sendo assim, os intensos requisitos impostos por empresas têm efeitos negativos para grade parte dos trabalhadores.

Ademais, fatores sociais, como a relação do indivíduo com o meio vive e as maldades presentes no dia a dia podem levar alguém a entra num estado de aflição, pois, para o filósofo Michael Foucoault,o ser humano é uma construção biológica, psicológica e social. Nessa ótica do pensador, percebe-se que se alguns dos fatores mencionados não estiverem plenos, o cidadão pode sofrer, tendo uma tendência a desenvolver um quadro ansioso. Nesse sentido, quando a violência, por exemplo, se faz constante na sociedade, o indivíduo pode ficar desassossegado, possuindo, assim, sua área psicológica afetada, o que o faz apresenta uma maior possibilidade de ter transtorno de ansiedade.

Entende-se, portanto, os motivos da ansiedade na sociedade. Urge, então, que gestores de empresas e instituições de ensino contratem, por meio de um exame de seleção,  psicólogos recém formados nas universidades, que irão periodicamente nesses locais, para que as relações de trabalho e estudantis possam ser monitoradas. Paralelamente, o Ministério da Saúde deve conscientizar a população, por intermédio de palestras ministradas por profissionais da área, que abordarão o tema indicando maneiras de tratá-la, para que o desconhecimento acerca desse transtorno possa diminuir. Dessa maneira, os dados da pesquisa da OMS sobre ansiedade, se feita posteriormente, irão diminuir gradativamente no país, consolidando, assim, uma nação menos ansiosa.