Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 17/07/2020

A ansiedade, como um distúrbio, pode fincar suas causas em inúmeras ocasiões, sejam elas traumas unicamente psicológicos, ou originados por sintomas expressamente físicos. Adjuntas são as formas, pois tem o mesmo fim: Traumas, que apenas poderão ter seu peso diminuído a patir de apoio profissional qualificado. É citada como uma perigosa adversidade por diversos colunistas, poetas e escritores, dentre eles, o psiquiatra Algusto Cury, em sua obra “Ansiedade: Como enfrentar o mal do século”, projetando-se por todo o mundo, atingido inúmeras sociedades na “era digital”. Tem forte base no cotidiano levado pela sociedade, e acaba se tornando por diversas vezes algo inerente as classes sociais baixas e altas, porquanto ambas estão alheias ao cansaço mental.

Ao trazermos a pauta da ansiedade à nossa realidade, a brasileira, enxergamos uma sociedade psicológicamente doente, e não apenas doente como negligente acerca da seriedade de tal doença. Em uma pesquisa realizada pela UNICAMP (Universidade Federal de Campinas) a psicóloga Ariella de Sousa respondeu que, “quando não existe hereditariedade, a ansiedade começa a se manifestar mais na idade adulta, no início da vida profissional.”, o que nos leva a concluir que a vida coorporativa implantada pelas lógicas governamentais joga às traças a esperança do jovem pela alta competitividade do mercado e poucas oportunidades de emprego.

Temos por então que o impacto gerado na juventude em suma pela má administração do estado, alimentada pelo contexto em que vivemos, onde tudo se baseia em velocidade e acessibilidade, destrói os resquícios remanescentes de saúde mental do brasileiro. Ansioso ou não, preocupado. A demanda por consultas psicologicas e psiquiatricastem aumentado, mesmo que ainda exista uma série de preconceitos a serem quebrados, o que gera certa esperança, pois é tudo o que se tem para sustentar a base do muro denominado sociedade, que ainda fraco se mantém de pé.

A pertinência em cultivar o passado e seus preconceitos ainda estão inseridos principalnente nas mentes mais velhas, que retrógradas, alimentam as paranóias culturais a respeito da psicologia e psiquiatra, as pondo como “necessidade de loucos", e cabe a todos, não só aos profissionais da área, tentar reverter essa situação de descaso. Uma das formas seria o apoio governamental em propagandas, e campanhas recomendando a ida dos cidadãos, doentes ou não, às clínicas, e nos lares, o apoio dos responsáveis, para desmistificar essa necessidade à saúde humana, cuidar da mente